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Os cidadãos que moram em Belém do Pará
e têm consciência da importância da preservação da memória histórica, artística
e cultural estão convidados a participar de ato público contra o desmonte dos
galpões 11 e 12 da CDP, amanhã, às 9 horas, no final da Av. Visconde de Souza
Franco, a “Doca”, onde estão localizadas as duas unidades que a Companhia Docas
do Pará insiste em apagar da paisagem da orla portuária da cidade.
As edificações, em estrutura de ferro,
foram trazidas em navios ingleses e montadas em Belém no início do século XX, e
estão tombadas pelo Estado como patrimônio integrante do Conjunto Paisagístico
e Arquitetônico do Porto de Belém.
Sem ouvir a sociedade, a CDP quer impor
um Plano de Zoneamento e Desenvolvimento que conflita com a cidade e está na
contramão da História, apagando um ícone arquitetônico e arqueológico para
utilizar a área como pátio de contêiners, com agravamento do colapso no
trânsito.
A Secult e o Ministério Público têm
agido para proteger esses bens de valor incalculável, e impetraram medidas
administrativas e judiciais a fim de evitar uma verdadeira tragédia cultural e
cidadã, à qual a Cia. Docas do Pará se mostra insensível, daí a importância da
mobilização popular.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Alô, governador Simão Jatene!

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