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Vista aérea do canteiro de obras da UHE-Belo Monte.Foto: Daniel Nardin

A
Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte vistoriou, ontem, o
canteiro de obras da usina e visitou o hospital municipal São Rafael, em
Altamira, cuja necessidade de ampliação é urgente, para atender a enorme
demanda em função de instalação da hidrelétrica.
Os
senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Ivo Cassol (PP-RO), Delcídio Amaral (PT-MS)
e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) também foram em locais anualmente atingidos
pela cheia do rio Xingu. “Ficou evidente
que temos desafios enormes e que as obras compensatórias precisam andar com
maior celeridade. Existe um esforço, claro. Mas ele tem que ser dobrado. Futuramente,
se o Consórcio não cumprir essas exigências – e estamos vendo que elas estão em
andamento, mas precisam de maior agilidade – nós, do Senado, iremos cobrar do governo
federal a suspensão das obras até que sejam retomadas com ritmo maior as
condicionantes que foram exigidas na licença
”, declarou Flexa Ribeiro,
presidente da Subcomissão.
As
obras da UHE-Belo Monte iniciaram em junho de 2011 e a previsão da Norte
Energia é concluir o alojamento este ano e iniciar as escavações do “sítio
pimental”, um dos locais da barragem. Paralelamente, as condicionantes exigidas
na licença ambiental devem ser cumpridas. 
Para
o senador Delcídio Amaral, relator da subcomissão, “o País precisa de segurança energética para continuar investindo. Belo
Monte é necessária, mas a população local também deve ser atendida
”.
Está claro que a agilidade das obras da
usina precisa ser paralela às ações mitigadoras e o atendimento em saúde é um
dos pontos fundamentais e que vamos acompanhar para que seja efetivada a
ampliação e outros serviços para outras comunidades
”, disse o senador
Aloysio Nunes. Já o senador Cassol afirmou que os exemplos do passado, de
outras hidrelétricas construídas no País, devem ser evitados. “A subcomissão vai fiscalizar de perto. Não
podemos deixar que a população diretamente atingida fique apenas com a ressaca
da obra. Pelo contrário: ela deve ser beneficiada e ter no projeto um real
ganho para o desenvolvimento da região
”, completou.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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