Publicado em: 28 de março de 2014

A Comissão Justiça e Paz da CNBB, em parceria com a Comissão de Anistia e Ministério da Justiça, realiza, neste fim de semana, em Belém do Pará, o Seminário Memória e Compromisso, a fim de lembrar o papel dos cristãos no processo de anistia política e na reconstrução democrática do Brasil no período de 1964 a 1988. O evento tem apoio da União Marista do Brasil, Pastoral da Juventude, Levante Popular da Juventude e Comissão Nacional da Verdade.
A abertura solene será às 14h, no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré. Às 15h a palestra “Contexto Mundial/Contexto Nacional /Contexto Eclesial vai rememorar a conjuntura no Brasil e no mundo nos anos de chumbo, e os desafios teológicos e institucionais da Igreja nesse período. O contexto nacional será exposto por Antônio Funari, da Comissão Justiça e Paz de SP. E o contexto regional, pelo Padre Raimundo Possidônio, que é historiador de Belém.
Às 16:45h, será a vez da oitiva de relatos e testemunhos de pessoas que, inspiradas na fé, reagiram ao arbítrio e, por isso, foram perseguidas, presas, torturadas e exiladas: Elenira Mendes (filha do Chico Mendes–AC), Maria Francisca Marinheiro (AC), Padre Robert Valicourt (Manaus–AM), Paulo Fonteles Filho (Comissão Estadual da Verdade – PA), Pedro Ramos de Sousa (AP) e Tomé de Sousa Belo (AP).
No sábado, às 8h, sob o tema “Justiça de Transição: Avanços e Limites”, será apresentado o conceito, bem como a importância da memória da redemocratização brasileira, e o trabalho feito pelas diversas instituições governamentais e a sociedade sobre a questão. Ana Maria Oliveira (Comissão de Anistia do Ministério da Justiça), Comissão Estadual da Verdade do Amapá, José Amadeu Lima (Comitê Estadual de Direito à Verdade, Memória e Justiça – AM) e Paulo Fonteles Filho (Comissão Estadual da Verdade – PA) serão expositores.
Às 9:30h, o tema “O que resta da ditadura no Brasil: desafios do povo brasileiro” servirá para reflexão sobre a permanência do autoritarismo no Brasil e as propostas populares de superação. CIMI, Comissão Justiça e Paz, CPT, Levante Popular da Juventude e Pastoral da Juventude relatarão experiências.
Às 9:30h, o tema “O que resta da ditadura no Brasil: desafios do povo brasileiro” servirá para reflexão sobre a permanência do autoritarismo no Brasil e as propostas populares de superação. CIMI, Comissão Justiça e Paz, CPT, Levante Popular da Juventude e Pastoral da Juventude relatarão experiências.
Após intervalo, às 10:45h, Antônio Carlos Silva, da Irmandade dos Mártires, e Sandro Gallazzi, do Centro de Estudos Bíblicos, falarão acerca da mística, do canto, da poesia e das escrituras em tempo de opressão, como puderam servir como instrumento de resistência e esperança pela redemocratização, e como esses elementos podem ser úteis aos desafios atuais.
A advogada Mary Cohen fará a saudação em nome da Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte II e o advogado Bruno Fabrício Valente representará a CJP na mesa oficial, hoje. Amanhã, a coordenadora da CJP, irmã Henriqueta Cavalcante, falará sobre tráfico humano. O procurador da República Ubiratan Cazetta, em nome do MPF, fará um relato sobre as medidas tomadas para a apuração de responsabilidades em crimes durante a guerrilha do Araguaia.









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