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O edital da Editora Dalcídio Jurandir, da Imprensa Oficial do Estado do Pará, premiará 16 obras em prosa, poesia e história em quadrinhos, um livro em prosa de cada uma das regiões, uma antologia poética com até dez poemas de cada uma das doze mesorregiões, e obras que abordem os direitos humanos. “Uma novidade é que teremos uma obra que tratará da questão de gênero; uma sobre populações tradicionais, quilombolas e povos originários. A outra novidade é uma publicação em quadrinhos com tema livre. Estas três estão no âmbito do Selo Benedicto Monteiro, que faz parte do Prêmio Literário Dalcídio Jurandir”, anunciou Moisés Alves, coordenador da Editora e idealizador do prêmio, sem dúvida, uma iniciativa que merece aplausos.

As inscrições ficarão abertas de 20 de novembro de 2023 a 20 de janeiro de 2024. O edital será publicado em breve no Diário Oficial do Pará (DOE) e no site da Ioepa, e a expectativa é de que as obras vencedoras sejam lançadas na Feira do Livro do ano que vem.  

“Um edital feito com verba pública, que tem como obrigação atingir todo o Estado e ampliar essa ideia de ter essa concorrência pública com trabalhos inéditos e novos autores. Queremos oportunizar o acesso, para que os autores e autoras apesentem obras com todos os matizes criativos e diversos de nosso território, sejam em prosa ou poesia. A novidade da temática dos direitos humanos também é importante para quem inscrever obras sobre gênero, questão da mulher, povos indígenas etc.”, realçou Jorge Panzera, o presidente da Imprensa Oficial.

A criação do Selo Benedicto Monteiro de direitos humanos é uma homenagem aos 100 anos do escritor paraense, no próximo ano. “O Benedicto Monteiro é uma dessas figuras icônicas da literatura feita no Pará, que teve uma atuação muito ligada à luta pela democracia, aos direitos humanos. Por isso, decidimos criar o selo dentro do Prêmio Literário Dalcídio Jurandir, para obras que tratem especificamente dos direitos humanos. A figura de Benedicto Monteiro, seja na literatura ou na vida pública, merece ser lembrada. Para se ter uma ideia, ele foi o primeiro defensor público do Estado. Ainda dentro da comemoração pelo centenário de Benedicto Monteiro, Moisés Alves anunciou a edição da quadrilogia do autor: “Aquele um”, “O Minossauro”, “Verdevagomundo” e “A Terceira Margem”.

Jorge Panzera também acentuou a importância do homenageado com o selo da Ioepa, relembrando o papel de Benedicto Monteiro na luta pela democracia. “É importante lembrar esse personagem, que foi deputado estadual, deputado federal, o primeiro defensor público do Pará, foi perseguido pelo golpe militar de 1964, que faz 60 anos em 2024. Celebrar esse homem que foi preso é fundamental para garantir a verdade para a nossa história. Sem falar que Benedicto Monteiro foi um grande escritor e merece também ser lembrado por isso”.

A Editora Dalcídio Jurandir também lançou na Feira mais uma obra do escritor paraense Haroldo Maranhão, o livro “Contos Infantis”.  “Haroldo tem uma trajetória surpreendente no mundo literário. Ajudava seu avô a revisar os textos de um jornal. Essa rotina fez com que se tornasse um dos principais escritores paraenses”, comentou Moisés Alves. Jorge Panzera destacou a edição primorosa do livro. “Nós encerramos a Feira com o lançamento de 42 livros. O do Haroldo Maranhão é um livro com uma delicadeza, um humor e uma visão própria do universo da criança, que nossa equipe de designers conseguiu traduzir com muito talento a ludicidade dos cinco contos infantis”. A edição especial de “Contos Infantis”, com desenhos para colorir, tem posfácio de Elias Ribeiro Pinto, revisão de Paulo Maués Corrêa, ilustrações de Rosinaldo Pinheiro e projeto gráfico de Luciano Alves e Raissa Carvalho.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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