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Depois de um ano de investigações da PF, a pedido do Ministério Público Federal, foram presos seis empresários do ramo de peixes ornamentais e um servidor público e fechadas cinco empresas do ramo de peixes ornamentais em Altamira-PA (Hom Aquarium e Aguapeixe Aquarium); em Magé-RJ (Acqua Betha Com Imp e Exp Ltda); em Manaus-AM (Turkys Aquarium); e em Santos, SP (Aquário Comércio de Peixes Ornamentais Ltda).
Além de vender peixes endêmicos – que só vivem na confluência entre os rios Xingu e Iriri, região central do Pará – a quadrilha cometia falsidade ideológica, através de intrincado esquema para esquentar documentos de trânsito dos animais. Com base nas provas, eles poderão ser denunciados posteriormente pelo MPF por formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e crime ambiental.
A quadrilha obtinha os peixes dos fornecedores de Altamira e Manaus. Depois, embalada, a mercadoria ilegal era transportada em aviões particulares, através de Itaituba ou Santarém, de onde seguia para os portos de Santos e do Rio de Janeiro. De Santos, os peixes eram remetidos para a Ásia. Já pelo Rio, chegavam à Europa. Acari Zebra e Arraia do Iriri alcançam altos valores no mercado negro internacional de peixes ornamentais. Um único espécime de Acari Zebra custa US$ 1,5 mil na Ásia ou na Europa.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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