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Empresas estatais e privadas disputam a concessão da hidrelétrica de Belo Monte, cujo leilão está previsto para o fim de setembro. CPFL Energia, Cemig e Tractebel (GDF Suez) manifestaram interesse e planejam formar consórcios para participar da licitação. Apesar do apetite, as próprias elétricas admitem que a competição atrairá poucos, em razão do grande porte da usina no rio Xingu, e fazem mistério sobre os futuros sócios. Apenas a Cemig revelou que negocia parceria com a Andrade Gutierrez. A ausência de disputa é um dos temores do governo, porque impediria a queda do preço da energia. Tanto que o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, quer que cada subsidiária da Eletrobrás participe de um consórcio diferente com empresas privadas. Mas é pouco provável que o governo federal consiga licitar Belo Monte em setembro, em razão do prazo apertado para o licenciamento ambiental, e de uma liminar, obtida pelo MPF em Altamira, que impede o Ibama de analisar o EIA/Rima da UHE. Além das incertezas sobre a data, outra dúvida é o valor do investimento. Segundo o último balanço do PAC, o custo é estimado em R$ 7 bilhões. Já os cálculos preliminares da CPFL Energia indicam um montante quase três vezes maior, em torno de R$ 20 bilhões. E a previsão da Cemig é ainda mais elevada: R$ 26 bilhões.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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