Evellyn Vitória Souza Freitas nasceu no chão do banheiro do Hospital Municipal de Portel, município do arquipélago do Marajó (PA), no dia 28 de julho de 2021, por volta das 8h da manhã, prematura de 28 semanas e dois dias, pesando 1Kg e 39…

Vanete Oliveira, a jovem marajoara de 28 anos e mãe de cinco filhos que sofre há catorze anos com um tumor enorme em um dos olhos, que lhe cobre quase a metade da face, já está internada no Hospital Ophir…

Equipes da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos estavam monitorando há um mês o grupo criminoso que planejava roubar em torno de R$ 1 milhão no caixa eletrônico do Banpará localizado dentro do Hospital…

Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

Tráfico e abuso de menores

“(…) Em novembro de 2007 chegou ao meu conhecimento, e a fonte está na Polícia Federal, que uma jovem, uma menina de 16 anos foi presa pela Polícia Federal em Guarulhos – essa menina é de Portel -, no momento em que ia pegar o avião que a levaria para Madri. Nas declarações que fez à Polícia Federal ela disse que poucos dias depois iria vir, nessa mesma rota, Portel/Breves/Belém/Guarulhos, um grupo maior de mulheres desta mesma região; supõe-se que também menores.

(…) No caso da suspeita de tráfico e seres humanos a investigação se torna ainda mais difícil, pois há relatos de adolescentes que foram convidadas, aliciadas, para viajarem em embarcações de médio e grande porte que deixaram os Municípios para outros Estados: Amapá, onde está a Cidade de Oiapoque, conhecida como porta de saída para o tráfico internacional.

A condição medianamente fronteiriça do Marajó faz muito tentadora essa atividade lucrativa desses grupos de exploração sexual e de tráfico humano ao estar perto da Guiana Francesa. Uma situação especialmente delicada de fragilização social e até de fragilização da própria nação do Brasil.

(…) trata-se de um problema de Segurança Nacional. Não tem a presença da Marinha, por exemplo; nenhum barco grande e nem pequeno nesse delta enorme entre a ponta do Amapá e a ponta do Pará, não tem quem vigie. É questão de Segurança Nacional.

E por ser uma região abandonada, completamente, aí as máfias, os grupos organizados de crimes de toda espécie, estão colocando o pé. Marajó está se convertendo num lugar de perversão, de criminalidade precisamente pela ausência do Estado. Repito, se trata de um problema de Segurança Nacional! O Brasil tem que olhar para toda essa Região da desembocadura do Amazonas.

(…) Uma religiosa lá em Portel, que está aqui nesta CPI agora denunciou redes comandadas por políticos e empresários, o que lhe custou ameaças de morte. Ela foi a primeira a relatar a este grupo a presença de redes de exploração no interior das escolas de Portel.

Quadrilhas de homossexuais do sexo feminino atuam no aliciamento e tráfico municipal, regional e interestadual, Macapá, Guiana Francesa, Suriname, de adolescentes para fins sexuais. Relato que veio a ser confirmado depois por esta equipe que trabalhou com uma identificação de casos reais e característicos envolvendo pelo menos duas adolescentes de 14 e 15 anos. Na estratégia de aliciamento, jovens homossexuais chegam a se matricular nas escolas. As polícias Civil e Militar não atuam nos municípios no sentido de coibir de forma eficaz a exploração sexual de menores, isso é o menos.

(…) Em Breves, toda a orla é indicada por moradores como local de concentração de adolescentes exploradas sexualmente. É algo notório, é uma realidade pública, qualquer um pode ir lá comprovar, a área é escura, sem policiamento e com cenário incentivador de situações de abuso e exploração em função da circulação constante de crianças e jovens no interior de barcos ancorados, bares, pequenos restaurantes, barracas de venda de comida e bebida, vinte e quatro horas por dia, como em Portel. Há vários relatos de exploração, abuso e tráfico de seres humanos para fins sexuais, por meio de barcos, em função da grande circulação de crianças e adolescentes entre as embarcações.

Retornando outra vez para Portel, no Bairro da Tijuca, num determinado local amplamente conhecido como local de exploração de adultas e adolescentes, funcionam bares e pequenas bancas de venda de comida e bebida frequentados as vinte e quatro horas por dia por adolescentes, pescadores… ”.

(Trecho das gravíssimas denúncias contidas no depoimento do bispo do Marajó, Dom José Luiz Azcona – que por sua luta está jurado de morte -, transcrito do Relatório Final da CPI da Pedofilia da Alepa).

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