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Em Abaetetuba, só quem está à beira da morte consegue atendimento médico-hospitalar, e isto só porque querem evitar escândalo. Na segunda-feira desta semana, chegou ao meu conhecimento o caso de um bebê de 1 ano e 8 meses – tem crises convulsivas desde que nasceu, precisando de tomografia do crânio e eletroencefalograma, porque só com o mapeamento cerebral pode ter diagnóstico correto – cuja mãe já andou de seca a meca em Abaeté e no hospital Santa Rosa dizem que só em agosto será possível marcar os exames. Com a ajuda do deputado Luis Cunha, consegui que o pequeno João Vítor fizesse a tomografia hoje, cedinho, no Hospital Ofir Loyola. Fui lá antes da 7 da matina, para conferir o atendimento à criança. Devo dizer que os técnicos e funcionários deram-lhe ótimo tratamento.
Porém, não dá para esquecer as centenas de rostos aflitos que vi, na porta e no interior do HOL, muitos ouvindo que teriam que voltar porque não poderiam ser atendidos. E a maioria absoluta vem de muito longe, com fome, e com o organismo devastado pela doença. Quantos pequeninos têm a vida ceifada precoce e injustamente por falta de atendimento? Quantos idosos e adultos sofrem dores lancinantes porque lhes é negada a medicação de que necessitam?
É preciso que o Estado faça com que os hospitais regionais funcionem com capacidade plena, que celebrem convênios com os particulares para que atendam a população carente – e que fiscalizem com rigor para acabar com a máfia das AIH que enriquecem os inescrupulosos à custa das pessoas pobres e doentes.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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