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Plateia delirou com Amazônia Jazz Band

Digno dos melhores palcos do mundo, o concerto da Amazônia Jazz Band, regida pelo maestro Nelson Neves, encerrou há pouco, aplaudido calorosamente, de pé, pelo público que lotou o Theatro da Paz. Começou com um sensacional pot-pourri de carimbó, em homenagem ao reconhecimento do ritmo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, que levou a plateia ao delírio.  Aí vieram Bad Samba, de Jeff Steinberg; Autumn Leaves, de Joseph Kosma, com arranjo de Peter Blair; Bye Bye Blackbird, de Ray Henderson, com arranjo de Kris Berg; e For Once in My Life, de Ronald Miller/Orlando Murden, com arranjo de Lennie Niehaus. Jane Duboc, em perfeita sintonia com a orquestra, cantou e encantou em Por causa de Você, de Tom Jobim e Dolores Duran, com arranjo de Rob Mounsey; When I Fall in Love, de Edward Heyman e Victor Young, com arranjo de Jerry Nowak;  Blues Afins, de Tunai e Sérgio Natureza, com arranjo de Rob Mounsey; The More I See You, de Harry Warren, com arranjo de Quincy Jones; Valsa dos Clowns, de Edu Lobo e Chico Buarque; Sweet Lady Jane, de Mick Jagger e Keith Richards, com arranjo de Rob Mounsey; Manoel, o audaz, de Toninho Horta e Fernando Brant, com arranjo do maestro Nelson Neves; Besame, de Flávio Venturini e Murilo Antunes, com arranjo de Nelson Neves; e Foi Assim, de Paulo André e Rui Barata, com arranjo de Josiel Saldanha. O “bis” foi uma brincadeira divertida com o som, mostrando toda a capacidade da orquestra em improvisar. Afinal, a improvisação é o coração do jazz. Tocar uma melodia e não improvisar não é jazz — por mais “jazzística” que possa soar a execução e a harmonia da música.  

O maestro Nelson Neves é um capítulo à parte. Apaixonado pelo jazz, ele é um verdadeiro leão em defesa da sua orquestra. Sob sua regência, a Amazônia Jazz Band vem a cada ano se superando em excelência. Estimula os músicos a vencerem os desafios, entusiasma a plateia, ensinando que o aplauso é a mola mestra do artista, e tem o cuidado de um educador de sempre falar um pouco sobre as músicas que serão executadas, de modo que sejam entendidas e o espetáculo melhor aproveitado. Pianista, faz duos sublimes com os músicos da orquestra e com convidados, como Jane Duboc, hoje. Numa forma artística tão livre e criativa como é o jazz, o maestro Nelson Neves consegue aliar o rigor da técnica à leveza do improviso, promovendo com maestria o encontro do jazz e do blues com o popular, o regional, o folclórico e o erudito. Doutor em Artes Musicais pela Universidade de Nebraska-Lincoln em piano performance, Mestre em Música pela Universidade Missouri-Columbia, em piano performance, a versatilidade é sua marca. É pianista clássico, pianista de jazz e bandleader. Vem de uma interessante carreira internacional na Europa, EUA e América do Sul e o secretário de Cultura, Paulo Chaves, em 2012 o trouxe de presente ao Pará.

O concerto – que de tão elogiado, a pedidos, deve ganhar nova apresentação -, é uma realização do Governo do Estado, via Secult, Theatro da Paz, Fundação Carlos Gomes e Academia Paraense de Música, e deve ser registrado o apoio de Assiste Multimarcas, Braccon, TCN do Brasil e Hotel Regente. É preciso que a iniciativa privada perceba que unir sua marca à música e à cultura é um bom investimento. Que muitas outras empresas patrocinem a Amazônia Jazz Band para que mostre ao mundo  o talento parauara!

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