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O relatório da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional faz 51 propostas concretas de combate às mudanças climáticas, com metas setoriais e ações concretas. Mas o governo ignorou as contribuições: no Plano Nacional, as metas ora não existem, ora não estão detalhadas, com data ou mecanismos para alcançá-las. O documento aponta as vantagens dos biocombustíveis mas não trata com profundidade os impactos socioambientais. A incineração com recuperação energética e reciclagem, prevista no plano, fomenta a geração de lixo porque o resíduo passa a ser combustível energético. E o lixo incinerado pode gerar emissões tóxicas de alto impacto ao meio ambiente e à saúde humana, daí a prática ser condenada em vários países. Além disso, o plano trata apenas das florestas e ignora o maior sumidouro do planeta, o oceano. Não aponta políticas para proteção dos mares brasileiros. Fica claro no documento que pouco se sabe sobre o custo sócio econômico de adaptação.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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