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A Polícia Federal e a Polícia Civil do Amazonas estão de bico, por causa do caso envolvendo a socialite Marcelaine Schumann, a “Elaine”, presa segunda-feira (05) no aeroporto Eduardo Gomes acusada de mandar matar a empresária Denise Almeida da Silva, 34 anos, baleada quando saía da academia Sheik Clube, no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. 

A trama nada fica a dever aos dramalhões da TV. Após o crime, Marcelaine saiu de fininho do País com destino a Miami e chegou a ser incluída na lista de procurados da Polícia Federal e da Interpol. A Polícia Civil fez todos os procedimentos preliminares para a prisão e tem a responsabilidade do inquérito policial, mas a PF efetuou a prisão e, ao invés de entregar Marcelaine à PC na saída do aeroporto, quando terminaria a jurisdição federal (especificamente nesse caso), primeiro levou a bonitona ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e depois ao Centro de Detenção Provisória Feminina. Agora, o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, delegado Paulo Martins, terá que enviar um ofício à Vara de Execuções Penais, pedindo autorização para interrogar Marcelaine, dentro da prisão. Com isso, ela não será mais exposta publicamente e só prestará depoimento quando houver permissão, o que poderia ter sido feito no dia da sua chegada. 

A história parece ter sido copiada de uma novela: o motivo da encomenda do assassinato foi o ciúme. Marcelaine, que é (ou era, a essa altura) casada, soube que o seu amante, o empresário Marcos Souto, teria outra, ninguém menos que Denise, também casada. Enfurecida, a malvada manauara negociou o crime com Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, de 27 anos; Karen Arevalo Marques, de 22 anos, intermediou o aluguel da arma, e Rafael Leal dos Santos, o Salsicha, recebeu R$ 3.500 para ser o executor.  Denise levou dois tiros no pescoço mas sobreviveu e já teve alta.

Marcos Souto, o galã pivô, jura que nada tinha com as duas e só tomou conhecimento dos fatos através dos programas de rádio e TV.

E depois não acreditam quando se diz que a vida imita a arte!
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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