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O desrespeito ao idoso no Brasil é uma patologia cultural, social e política. Quando se vê nos estacionamentos as vagas ocupadas indevidamente, é apenas a ponta de uma situação constante de violação de direitos, e alguns nem precisavam estar na legislação, eis que se trata de obrigação moral. 

A discriminação aos idosos por planos de saúde, em total afronta à garantia constitucional decorrente do princípio da dignidade humana, é tão comum que já se banalizou. Aumentam de forma vertiginosa os valores tendo em vista que são usuários com maior probabilidade de utilização de serviços de maior complexidade, ao arrepio também do Código de Defesa do Consumidor e cometendo abertamente infrações administrativas e penais. E ninguém faz algo.

Os próprios entes públicos põem a política social da terceira idade em segundo plano. Todos os dias a União lança novo pacote de maldades para dificultar ao idoso o benefício da aposentadoria, e quando ela é obtida os valores jamais são equivalentes à sua contribuição. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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