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“Tão longe e tão distante: a presença de Carlos Gomes na Belle Époque de Belém do Pará”, de Jonas Arraes, foi lançado no lindíssimo foyer do Theatro da Paz, prestigiado pelo diretor do teatro, Edyr Augusto Proença, pela presidente da Fumbel, Inês Silveira, pela diretora da Casa Museu Palacete Bolonha, Rosa Arraes, e grande parte da intelectualidade parauara, entre os quais o violonista Salomão Habib, a violinista Luciana Arraes e o pianista Jonathan Moyer, que apresentaram pocket show na ocasião.

O livro advém da tese homônima de doutoramento em musicologia histórica, realizada pelo autor na Universidade de Campinas-SP. Pesquisador, compositor, instrumentista, maestro e professor, Jonas Arraes é também produtor musical e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, representado no evento pela diretora social, Paula Andrea Caluff Rodrigues, e Helena Doris Barbosa e Elson Monteiro.

Ao longo de cinco décadas, Jonas Arraes construiu sólida carreira e é personalidade muito admirada e respeitada no meio cultural.
Ele participou das efemérides que homenagearam, em 1996, o maestro Carlos Gomes no centenário de sua morte em Belém. Embora Carlos Gomes já tenha sido objeto de pesquisas sob os ângulos mais diversos, livro de Jonas Arraes faz abordagem inédita, enfocando as relações de Gomes com a cidade de Belém do Pará.

A obra tem três capítulos, o primeiro dedicado a apresentar ao leitor a Belém no tempo de Carlos Gomes, o mercado da música, com lojas, fabricação e vendas de piano, circuito operístico, imigração estrangeira, economia da borracha, educação musical, associações musicais, entre tantos outros fatos que a tornaram uma das mais importantes cidades do mundo da época. No segundo e terceiro capítulos o autor apresenta as relações de Gomes com o Pará no tempo do Império e da República, narrando eventos que explicam as causas de Carlos Gomes se deslocar de tão longe e tão distante dos locais por onde habitualmente circulava (São Paulo, Rio de Janeiro, Milão, Lisboa, Estados Unidos) para vir a Belém, em quatro vezes entre 1882 e 1896, ano em que faleceu aos 60 anos de idade.

Confiram as fotos.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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