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Li Os Sertões e isso foi definitivo. O livro é tão rico, tão estimulante, que compensa o esforço que eu tive a princípio para entrar na linguagem complicada de Euclides da Cunha. Para mim, Os Sertões é das melhores experiências que tive como leitor. Foi realmente o encontro com um livro muito importante, com uma experiência fundamental. Um deslumbramento, realmente, um dos grandes livros que já se escreveram na América Latina. E isso foi decisivo, isso me deu toda uma curiosidade e um interesse enorme pelo tema de Canudos e também pelo personagem de Euclides da Cunha. Assim nasceu a idéia do romance […] Utilizei, li com muito interesse os artigos que Euclides da Cunha havia escrito antes de ir a Canudos, os artigos que escrevia no jornal O Estado de S. Paulo, e depois as crônicas que ele escreveu quando estava na Guerra, e tudo isso era muito distinto do que ele escreveu mais tarde em Os Sertões. Essas contradições, essas mudanças de perspectiva, de opinião, para mim foram muito úteis. Há um personagem na novela que não existiria se não fosse por Euclides da Cunha, embora use muito Euclides da Cunha, que é o Jornalista Míope”.
Mario Vargas Llosa
fala sobre como usou a obra de Euclides da Cunha para escrever A Guerra do Fim do Mundo.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Do Lápis de Memória

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