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A diretora do Colégio São Raimundo Nonato, professora Joelita de Castro Ferreira, foi exonerada do cargo porque não atendeu, “imediatamente”, a um pedido do deputado Wescley Tomás, endossado por Patrick Tranjan, secretário adjunto de Planejamento e Gestão da Seduc, e transmitido pelo diretor da 5a URE, professor Francisco Nascimento. A afirmação é da irmã Sônia Maria Pinho de Matos, dirigente da Associação das Irmãs Adoradoras de Cristo, mantenedora do CSRN, que convocou para esta segunda-feira, cedinho, uma Assembleia Geral da Associação de Pais e Mestres, e chegou a aventar a paralisação das atividades da escola, fundada há mais de 80 anos, que há décadas funciona em regime de convênio com a Seduc.

“Informamos que dia 29/01 não iniciarão as aulas neste educandário, a menos que seja publicado ainda hoje o nome da servidora Joelita de Castro Ferreira no DOE como Diretora da Escola São Raimundo Nonato”, fulminou a religiosa em Ofício enviado à Secretaria de Estado de Educação.

Em meio ao estupor da comunidade escolar, surgiram boatos de que políticos locais eram os responsáveis pela exoneração. O prefeito Nélio Aguiar e o deputado federal Henderson Pinto repudiaram com firmeza, e se colocaram à disposição para resolver o problema. Indignado, Henderson chegou até a gravar um vídeo falando de seu respeito e admiração pela diretora exonerada.

Os pais lotaram a escola desde cedo e o clima beligerante só se desfez quando a irmã Sônia leu o ato publicado no Diário Oficial do Estado garantindo permanência da diretora no cargo.

A religiosa historiou que a própria Seduc estabeleceu que todas as matrículas deveriam ser feitas on-line. Mas a diretora recebeu uma ligação pedindo que matriculasse determinado aluno “no balcão”. Ela então pediu para verificar a vaga e, mesmo o aluno tendo sido matriculado, foi exonerada.

“Lutamos pelo seu retorno porque ela foi injustamente destituída do cargo e também porque seu trabalho na escola é fundamental para o projeto de evangelização que a congregação e a Igreja local desenvolve através da educação. A professora Joelita, além de excelente profissional, é engajada na sua paróquia, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Mapiri, onde atua como ministra da eucaristia e salmista”, salientou a dirigente da Congregação.

A comunidade escolar festejou a vitória e deu o exemplo para outras instituições.

Assistam aos vídeos e confiram os documentos.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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