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A questão da saúde no Brasil é tema inesgotável, incontornável. E no Pará, especialmente em Belém, o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, deve servir como alerta máximo. Com índices nitidamente comparáveis aos da parte mais pobre da África, a nossa população padece não só de epidemias, mas também com o desprezo pelos doentes.
Falta de compromisso, humilhação, negligência, avidez, violência: todos estes males, ligados a um contexto econômico e social particularmente degradado, são denunciados pelos usuários.
Apesar das grandes declarações, a saúde pública não está em condições de promover a reforma radical necessária, isto porque ela não é, de fato, prioridade nacional e se caracteriza por uma incoerência e uma cacofonia espetacular, diante da omissão e desídia sempre crescentes do setor público, a não-política de saúde do governo.
Não se nota qualquer indicação de vontade política para reverter essa conjuntura, que se transforma em calamidade estrutural. Os pacientes mais pobres enfrentam filas desumanas para marcar atendimento médico e, quando chega o dia marcado, são mandados de volta para casa. As urgências não têm capacidade para atender rápida, digna, eficazmente.

Chegamos ao limite do intolerável. A sociedade precisa se organizar, protestar, exigir que o poder público cumpra seus deveres. Não dá mais para esperar. Estamos à beira do caos, ou já mergulhados nele.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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