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É uma vergonha a situação dos habitantes das 39 ilhas da Região Metropolitana de Belém. Falta-lhes o mínimo previsto na Carta Internacional dos Direitos do Homem e do Cidadão proclamada em 1789, quanto mais os direitos sociais e individuais previstos na Constituição Federal de 1988. Nossos ribeirinhos, desgraçadamente, ainda vivem aquém das conquistas do século XIII.

O momento, aliás, é oportuno para desnudar a realidade da RMB: no pior estilo cada um por si e Deus por todos, os municípios não têm políticas públicas em comum, cada prefeito puxa a brasa para o seu lado e a população que se lixe.

Há trinta anos se discutia a necessidade de tratamento de lixo conjunto nas áreas metropolitanas. Aqui, na nossa Belíndia, o lixo acumula e apodrece nas vias públicas, malgrado os contratos milionários para sua coleta regular.

Saúde não há como ter, com as famílias passando fome, morando em palafitas e as crianças brincando na lama, os pronto-socorros sem recursos humanos e equipamentos, sem estrutura física e com desvio histórico das verbas.

Educação é um luxo inacessível: nas escolas públicas os banheiros são quebrados e sequer têm água. Nas salas de aula, professores descontentes e desesperançosos; alunos desmaiam de fome, principalmente nos turnos da noite, e muitos remam em suas canoas no trajeto de ida e volta.

Dignidade, cidadania, onde?!

A quem interessa manter o povo na miséria física, intelectual e moral, a tal ponto que se submeta a manter o status quo político a cada eleição?

Digamos não ao assistencialismo, repilamos os que lucram com a ignorância para se perpetuar no poder, mostremos a força do voto consciente nestas eleições.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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