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Não ao genocídio da juventude negra

Movimentos
de juventude e ativistas pelos direitos humanos realizaram, ontem, um ato
contra o genocídio da juventude negra, no bairro do Benguí. O local foi
escolhido pelos que atuam no Programa Juventude, Participação e Autonomia, do
Instituto Universidade Popular (Unipop), devido ao alto índice de violência a
que os moradores, sobretudo os jovens, estão submetidos.
Urge uma
reflexão da sociedade sobre o tema e o posicionamento por urgentes providências.
No Mapa da violência de 2012, em uma edição especial que separou os homicídios
cometidos entre os anos de 2002 e 2010 considerando a cor da pele, os dados revelam
que, apesar de o número de homicídios brancos terem reduzido de 18.867 para
14.047, representando queda de 25,5%, o número de homicídios negros subiu de
26.952 para 34.983.
Na região, o
aumento de homicídios negros chegou a 125%. Estados como o Pará, a Bahia, a
Paraíba e o Rio Grande do Norte lideram as estatísticas. O Pará é o terceiro em
número de assassinatos de negros. No mesmo ranking, Ananindeua ocupa a primeira
posição entre os municípios brasileiros. Além de negros, os alvos são, em sua
maioria, jovens do século masculino e moradores de periferia.
Falam as
lideranças comunitárias:
Há um grande número de adolescentes e jovens
negros morrendo neste bairro. A ideia do ato é mobilizar a comunidade e a
sociedade para dizer que a juventude negra está morrendo. Nós precisamos pensar
numa resposta do Estado, da sociedade civil, dos movimentos organizados contra
esse problema
”, afirma Diego Teófilo, integrante do JPA e morador do
Benguí.
O genocídio da juventude negra em Belém já
vem acontecendo há bastante tempo. Hoje, por falta de políticas públicas
culturais, educacionais e sociais, os adolescentes têm se envolvido mais com o
crime, com o tráfico de drogas. Acabam morrendo e matando. Queremos dar visibilidade
e dizer quem é essa juventude que está morrendo. Esse problema não vai acabar
com mais violência. O importante é preservar a vida
”, defende Preto Michel,
presidente da Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes.

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