Em 17 de agosto é celebrado o Dia do Patrimônio Histórico. A Lei nº 378/1937, no governo Getúlio Vargas, criou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a fim de proteger e preservar os bens culturais do país, marcando…

A incorporação do território da então Província do Grão Pará e Rio Negro ao Império Brasileiro, fruto de um engodo, ensejou em poucos meses a tragédia do brigue Palhaço e, mais de dez anos depois, a sangrenta Cabanagem, mas esse…

O juiz Jonatas dos Santos Andrade renunciou à presidência da Amatra 8 – Associação dos Magistrados Trabalhistas da 8ª Região e vai assumir o cargo de Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, a convite da ministra Rosa…

Quando todos apostavam em uma radicalização que causasse esgarçamento das relações empresariais na cúpula das indústrias instaladas no Pará, a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Pará, liderada por José Conrado Santos e José Maria Mendonça, deu uma…

Militarização do Detran-PA, eis a questão

Foi,
digamos, movimentada a audiência pública hoje, na Alepa, proposta pelo deputado
Zé Maria (PT), que debateu a renovação do convênio do Detran-PA com a PM a fim
de que 500 militares atuem na fiscalização do trânsito. Se eu fosse o
governador Simão Jatene, daria um aperto
nas autoridades competentes e
mandaria apurar tintim por tintim o
que foi dito.
O
deputado Edmilson Rodrigues (PSOL)
observou que, quando o governo retira efetivo do
policiamento ostensivo para combater a elevada criminalidade, deixa de investir
na ampliação do quadro de agentes de trânsito.  E questionou: “Como se vai garantir o direito do policial agir quando ele estiver
diante de um assalto, se ele vai estar com o bloco de multa na mão? Se o Detran
vai repassar o volume de recursos para a PM e o policial vai passar a receber
um adicional para trabalhar no trânsito, é lógico que o policiamento deixará de
ser prioridade para ele. Temos 42 municípios no Pará sem delegado e uma
quantidade enorme de municípios com o efetivo ínfimo de dois ou três policiais
“.
Ele também cobrou a valorização dos servidores do Detran, em especial o pagamento
do adicional de risco de vida aos agentes de trânsito.
Interessante e digna de registro a posição do Major
Alisson Monteiro, representante do Detran: “A PM pode exercer um papel importante, mas nunca em substituição aos
agentes de trânsito. A legislação de trânsito abriu a possibilidade desse
implemento para oferecer melhor serviço à população
“, justificou.
Já o representante da Secretaria de Segurança
Pública, delegado Cinélio Menezes, defendeu que a PM é membro nato do Sistema
Nacional de Trânsito.
De lembrar que, na quarta-feira passada, o novo
diretor-geral do Detran-PA, Agostinho Queiroz, disse, durante a arguição em
plenário, que a renovação do convênio ainda está sob análise.
O representante dos agentes de fiscalização de
trânsito do Detran, Tiago Reis, se
queixou
de que falta caneta para autuar, equipamento e conexão de internet
com o sistema do órgão, manutenção dos veículos e até crédito de celular para
trabalhar.
E o presidente do Sindicato dos Transportadores
Rodoviários, Eurico Tadeu, denunciou que autoridades do governo do Estado
ignoram a corrupção empreendida nas estradas por militares da Polícia
Rodoviária Estadual (!).
O presidente do Sindetran, Élisson Oliveira,
destacou que o Pará está na contramão do processo nacional de
“desmilitarização” dos Detrans, já que São Paulo retirou os PMs da
fiscalização do trânsito e abriu concurso público. “Não temos necessidade imediata de renovar esse convênio. Em um ano é
possível reestruturar o Detran e fazer concurso para 900 servidores, sendo 350 agentes
de fiscalização
“, defendeu.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *