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O transporte marítimo precisa de infra-estrutura portuária mais moderna, tanto na ampliação, dificultada pela ocupação habitacional desordenada em áreas circunvizinhas, quanto na facilidade de acesso terrestre. Os portos carecem também de obras de dragagem pelo reduzido calado, para permitir atracação de navios maiores. Pelo grande potencial hidroviário que o País possui, haveria necessidade de maiores investimentos para a qualificação das hidrovias, principalmente para a construção de eclusas e sistemas de sinalização. Por todas as condições desfavoráveis na infra-estrutura, o custo logístico brasileiro está estimado em 12,6% do PIB. Comparando com os Estados Unidos, onde o custo representa 8,6% do PIB e cuja infra-estrutura é bem superior à nossa, do ponto de vista da qualidade (e da quantidade também), têm-se a diferença de 4% do PIB nacional, representando, somente no ano passado, perdas na ordem de R$ 102 bilhões. Considerando que a atividade transportadora no Brasil, dentre os custos logísticos, representa 7,5% do PIB brasileiro e, ainda em relação aos Estados Unidos, onde o custo logístico do transporte corresponde a 5% do PIB de lá, a diferença de 2,5% totaliza, então, aproximadamente R$ 64 bilhões, em razão dos gargalos da nossa infra-estrutura de transporte.”(Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte – CNT).
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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