Quando todos apostavam em uma radicalização que causasse esgarçamento das relações empresariais na cúpula das indústrias instaladas no Pará, a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Pará, liderada por José Conrado Santos e José Maria Mendonça, deu uma…

Os botânicos Fúvio Oliveira e Rafael Gomes, doutorandos do Programa de Pós-graduação em Botânica Tropical do Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade Federal Rural da Amazônia, concorreram com 86 jovens cientistas do mundo inteiro e estão entre os 23 contemplados…

Na próxima terça-feira, dia 16, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão, deverá incluir na pauta do plenário a apreciação do Processo nº 7/2022, encaminhado pelo Tribunal de Contas do Estado, tratando da prestação de contas do Governo do Pará…

Liderados pelo presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), promotor de justiça Manoel Murrieta, que é paraense, promotores, procuradores, juristas e convidados do Brasil inteiro irão reafirmar o compromisso institucional do Ministério Público e o seu papel…

A liturgia do poder

Eis aí o conluio do compadrio, exatamente o pacote que Luiz Inácio combateu naquele palanque. Os extremos na política se tocam quando os interesses se aproximam. E interesses levam em conta o tamanho do cheque. A historinha é conhecida. Ao ser perguntado quanto poder era o bastante para si, o político respondeu: “Um pouquinho mais, um pouquinho mais.”
Ademais, a política brasileira tem um corpo separado dos membros. A situação explica, por exemplo, a distância entre as decisões das cúpulas partidárias e as ações das bases. Nos Estados, as alianças partidárias para 2010 serão desenhadas pela régua frankensteiniana. A amizade literalmente collorida entre Lula e Collor é apenas um aperitivo do que virá pela frente.
E como a opinião pública reage diante de situações tão canhestras, como a de inimigos figadais que após duros embates se transformam em amigos cordiais? O substantivo que pode resumir o estado de espírito de muitos cidadãos é asco. E como a maioria política reage diante do asco? O verbo já foi declinado pelo deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), ao dizer que “se lixava” para a opinião pública.
Somente resta pinçar a névoa do tempo para acompanhar Confúcio em visita à sagrada montanha chinesa de Taishan. Lá encontrou uma mulher cujos parentes haviam sido mortos por tigres. O sábio perguntou: “Por que não se muda daqui?” Veio o lamento: “Porque os políticos são mais ferozes que os tigres.”
(Gaudêncio Torquato, Professor titular da USP, livre-docente e doutor em Comunicação, especialista em Comunicação Organizacional, Marketing Político e Eleitoral, em trecho de seu artigo O Compadrio Político, publicado hoje no Jornal da Comunicação Corporativa).

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