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“Amigas e amigos, 

No exercício do serviço público, se a seriedade e compromisso coletivo são valores essenciais e permanentes, o equilíbrio e a discrição são exigências insubstituíveis, particularmente nos momentos críticos, algo que muitas vezes, infelizmente, não é compreendido. 

Nesse sentido, o oportunismo e proselitismo político com objetivo de buscar dividendos a qualquer preço, não raramente, tenta se impor a cobranças genuínas, justas e absolutamente compreensíveis, buscando confundir, sem se importar com o sofrimento e dor das pessoas, ou mesmo com prejuízo que causam ao tentar desacreditar instituições. É aí que a sabedoria impõe o exercício da paciência e a reafirmação de compromissos e propósitos que diferenciam a escolha da vida pública da busca de outros “empregos“. 

Essa percepção ganha contornos ainda mais evidentes diante de alguns trabalhos como, por exemplo, o investigativo, que tem como princípio a responsabilidade, e como exercício permanente a cautela em cada passo. Por isso, gostaria de registrar, publicamente, meus cumprimentos e agradecimentos pela forma profissional, séria e ética com que a área de segurança atuou, apurando e prendendo quatro pessoas, entre executores e mandantes, que confessaram envolvimento direto no triste e lamentável episódio da morte do prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, crime ocorrido há cerca de dois meses.

Sem se deixar contaminar ou abater, durante todo este tempo, esses profissionais, mesmo sendo provocados, atuaram em silêncio, justamente para não ter qualquer tipo de interferência que pudesse atrapalhar o trabalho investigativo concluído com êxito. 

Amigas e amigos, 

Tirar a vida de alguém já é uma violência extrema em qualquer circunstância, todavia é ato absolutamente abominável quando se revela ter motivação econômica/política, pois aponta o quanto doente está a sociedade. Com a identificação e prisão dos responsáveis, todos serão devidamente agora encaminhados para a Justiça, mas isso não encerra o desafio de construirmos uma sociedade mais pacífica, onde cada um e todos compreendam que tem e se impõe limites. 

Mais do que dar uma resposta para a sociedade e ajudar a elucidar um crime que chocou a todos, o desfecho deste caso nos reforça a certeza de que o mesmo destino terão aqueles que também agiram da mesma forma, cruel e desumana, no lamentável assassinato recente do prefeito de Tucuruí, ou em qualquer caso que se desrespeite a vida.”
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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