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Houve uma reunião no auditório do Comando Geral onde estavam presentes quase todos os oficiais da PM que servem na Capital e aconteceu uma verdadeira malhação do governo Ana Júlia que, como governadora, é a Comandante Suprema da PM. Várias críticas ácidas foram feitas em relação à postura da governadora do Estado Ana Júlia Carepa para com os policiais militares da corporação, entre elas as de que os direitos dos PMs não estão sendo respeitados, principalmente quando passam para a inatividade, como é o caso do adicional de inatividade, da interiorização, da incorporação dos DAS pelos Oficiais, da função de Secretário de Estado que hoje não está sendo concedida aos Comandantes Gerais que vão para a reserva, como foi o caso do Cel. Luiz Ruffeil, da diferença de aumento salarial entre os praças e os oficiais, e que o IGPREV, que é do governo do PT, os trata com total desrespeito em seus direitos, e outras mais. Quem autorizou esta reunião foi o próprio Comandante Geral Cel. Dário, o qual mencionou no início da mesma que estava ali para discutir os direitos dos policiais e que independente de ser nomeado pela governadora essa situação também o preocupava, uma vez que não sabe até quando mas a qualquer momento pode ir para a reserva e quer ter seus direitos garantidos; em seguida se retirou e deixou a malhação prosseguir a comando de seu Subcomandante. Quem começou o discurso contra a governadora foi o Coronel Gomes, que é o Chefe da Assessoria Militar da Assembleia Legislativa, o qual por muitos anos trabalhou com Jader Barbalho. Este meteu o pau no governo atual, não poupando críticas à governadora. Na sequência falou o Major Garcia, representando a Federação das Associações de PMs e também detonou a governadora dizendo que de todas as reivindicações feitas ao governo do Pará não obteve sequer a resposta de uma delas e que todos do governo são uns “palhaços” textuais e que este governo do PT ainda não disse a que veio fazer, se tornando o pior dos últimos que já passaram. Todos os discursos foram bastante acalorados e em algumas situações tensos. Nenhum oficial ligado ao PT que ali estava teve a coragem de defender o governo atual, entre eles o Ten. Cel. Puty, que é primo do Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, Ten. Cel. Temístocles, Ten. Cel. Luiz Fernando, que é afilhado da Sandra Batista e outros mais. O que pudemos perceber é que o próprio Comandante Geral e seu Subcomandante não estão mais nem aí mais pra essse governo do PT, muito menos os oficiais ligados ao partido, uma vez que permitir uma reunião dessas dentro da corporação e ainda com a convocação de todos os oficiais da capital serviu em muito pra mostrar a descontentação geral da tropa com a governadora Ana Júlia. Diante desse fato não sei qual vai ser a postura dela, só sei que ela não vai gostar de saber que o quartel do Comando Geral da PM serviu de palco para duras críticas ao seu governo e com a autorização do Comandante Geral, o Coronel Dário, que é nomeado por ela em um cargo de grande relevância e confiança. Se a PM está assim, imagine o resto dos órgãos do governo.”
(Comentário de anônimo – evidentemente um policial militar – enviado há pouco ao blog.)
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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