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Tramitam na Câmara Federal dez projetos de lei tipificando abuso sexual de menores como crime hediondo. Mas quem vai garantir que os monstros não toquem nas crianças?

Para garantir o acesso mínimo à justiça, é preciso que cada município tenha comarca instalada, com pelo menos um juiz, um promotor e um defensor público atuantes e residentes no local.

Enquanto a ausência do poder público se traduzir no abandono, na miséria e na violência, corpos infantis permanecerão à venda por um litro de óleo diesel, um quilo de carne, uma caixa de remédios. Bebês serão conspurcados por criaturas abomináveis, que de humano nada têm. Meninos e meninas prosseguirão traficados e escravizados. A infância não terá porvir.

Enquanto a sociedade não compreender que também é responsável porque fecha os olhos a essa desgraça que é de todos, jamais alcançaremos a plena cidadania. A dignidade física e psicológica de nossas crianças e adolescentes não pode continuar a ser apenas letra morta da lei e proselitismo político.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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