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A ONG Repórteres sem Fronteiras divulgou lista de conselhos para os jornalistas que farão cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Não confiar na confidencialidade dos telefones celulares, instalar nos computadores programas como Tor, Psiphon ou Proxify – capazes de evitar a censura – proteger os sistemas contra vírus trojan e instalar códigos de acesso nos computadores são algumas das dicas. A ONG também aconselha evitar serviços de tradução e guias das empresas chinesas, porque estão “ligadas às autoridades” e podem atrapalhar a investigação dos repórteres sobre “assuntos delicados“. Além disso, pede que os profissionais andem com fotocópias dos documentos de identidade e credenciais, contato diplomático e uma tradução para o chinês da legislação de Pequim para a imprensa estrangeira. Caso os correspondentes desejem entrevistar militantes pró-direitos humanos, familiares de presos políticos e advogados, uma lista de contatos está disponível. A ONG também pede que qualquer ato de censura seja imediatamente notificado à RSF e ao Comitê Olímpico Internacional.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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