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A face da violência

Uma mulher passou anos sofrendo abusos físicos e sexuais por parte do marido. Temia-o tanto que jamais reagiu, por qualquer forma que fosse. Somente quando ele tentou abusar das filhas (então com 8 e 6 anos), foi que ela fugiu pela rua, desesperada, com as crianças. Foi acolhida na casa de uma vizinha. O companheiro a perseguia com uma faca, mas foi impedido de prosseguir porque os filhos da dona da casa, todos homens, puseram-se de pé à entrada. Como bem sabemos, machões que agridem mulheres costumam ser rapidamente dissuadidos diante de um obstáculo masculino.

Os vizinhos conversaram com a vítima e lhe prometeram apoio, desde que ela abandonasse o companheiro. Se voltasse para casa, ficaria por sua conta. Ela concordou. Houve uma coleta e a mulher viajou com as filhas. Nos anos seguintes, mudou-se três vezes, sempre que lhe diziam que o ex descobrira seu paradeiro. Vivia aterrorizada e só encontrou a paz dez anos mais tarde, quando lhe disseram que o sujeito morrera. O valentão encontrara outro mais valente do que ele, que lhe despachou com uma facada.

A mulher então voltou para Belém, com as filhas. Espera o dia que se casem para entrar num convento. Tem tanto medo de se relacionar com homens que só vê na vida monacal o caminho para o seu futuro. O problema é que as filhas, que salvou da violência, não desejam casar-se. Têm medo. A mãe tenta convencê-las de que nem todo homem é igual ao pai. E assim passa o tempo, nessa família trágica.

Quanto sofrimento uma única pessoa é capaz de causar?”

(Yúdice Andrade, advogado e professor, em seu blog Arbítrio do Yúdice, reproduzindo relato que ouviu durante uma palestra que fez na escola municipal “Heloísa Maria de Castro”, em ciclo de eventos alusivos ao Dia Internacional da Mulher).

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