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Esperança metropolitana

Já está no Ministério das Cidades a carta consulta para obtenção do financiamento de R$ 189 milhões da CEF para a execução das obras no chamado Corredor Norte – prolongamento da avenida João Paulo II até a BR-316, construção da passagem subterrânea na Dr. Freitas com a Almirante Barroso e duplicação da avenida Perimetral. E o governo do Estado pleiteia junto ao governo japonês R$ 516 milhões, para implantar os corredores na avenida Almirante Barroso e na BR-316, com a construção dos respectivos terminais e estações de integração, sistema.
O prolongamento dos 3,8 Km da avenida Independência, entre Augusto Montenegro e Júlio César, está em fase de terraplanagem, após remoção da cobertura vegetal das áreas por onde a via será aberta. Um dos trechos de maior dificuldade fica nos fundos do conjunto Bela Vista, área de mata onde era despejada grande quantidade de esgoto, que tem profundidade média de até três metros de lama, num perímetro de 500 metros de extensão.
As obras no chamado Corredor Sul também integram a primeira etapa do projeto, com orçamento de R$ 131 milhões, financiados pelo Banco do Brasil.
As intervenções em andamento há 8 meses estão previstas desde a década de 90, quando o governo do Pará firmou com a JICA convênio para elaborar os estudos que resultaram no Plano Diretor de Transportes Urbanos da Região Metropolitana de Belém (PDTU).
A meta era a criação do sistema integrado de transportes, envolvendo Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara do Pará. O projeto chegou a ser atualizado em 2003, como Via Metrópole, mas não saiu do papel.
Coordenador de Gestão e Planejamento do Ação Metrópole, o arquiteto e urbanista Paulo Ribeiro aponta como avanços em relação ao projeto anterior o debate sobre a gestão metropolitana do sistema de transporte público e a incorporação de novas tecnologias para garantir melhorias no desenvolvimento urbano e na eficiência do transporte.

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