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Em defesa da memória de Belém

Recentemente, em sessão da Câmara
Municipal de Belém, o diretor do Museu Histórico do Estado do Pará, Sérgio Melo,
fez um veemente protesto contra as autorizações a eventos ditos musicais entre os dois lindos palacetes-museus
da Cidade Velha – um deles abriga a própria Prefeitura.
Sérgio Melo, como guardião do MHEP e
das obras que ali estão, relatou que os vidros das janelas são de cristal e racham
de acordo com o barulho e a trepidação. Que os estuques caem, e os lampadários,
além de sacudir perdem pedaços. Que o evento de uma operadora de telefone,
sempre ali entre os palacetes, não tinha as necessárias autorizações e quando
ele foi reclamar o responsável disse que já tinham gasto um milhão e meio para
fazer o evento e não deu a mínima
para os estragos. Que as transenas (grades) que colocam para defender os
palacetes durante os tais eventos não são suficientes, os banheiros são mal instalados,
e o mal maior é a trepidação. Que estudassem o nível melhor da altura das músicas,
se é apropriado autorizar carros-som em altíssimos decibéis e toda essa
parafernália em áreas tombadas. Denunciou, ainda, o estacionamento abusivo na
calçada do Museu, mesmo sendo alta. Em suma, a total falta de atenção e
respeito ao patrimônio público.
Por sua vez, a presidente da Associação
Cidade Velha, Cidade Viva, Dulce Rosa Rocque, começou dizendo que não só o trânsito
é um problema, mas também a água que sai marrom das torneiras, e a falta de
garagens por serem as casas em área tombada. Citou as leis que preveem percentual
de estacionamento para comércio e serviços (lojas/bares/restaurantes) e perguntou
onde funcionam o estacionamento da Casa das 11 Janelas (cujo diretor do bar
estava presente) e de todos os locais entre a praça da Sé e a praça do Carmo, na
Rua Siqueira Mendes. Reclamou, também, da falta de regulamentação das leis que
impedem a aplicação do Código de Postura, Plano Diretor e lei de tombamento do
IPHAN para os bairros da Cidade Velha e Campina.
Pedindo um projeto completo para os
400 anos de Belém, discutido com os cidadãos, Dulce Rosa contou que, de tanto
ouvir propostas absurdas, está com medo de que a Cidade Velha se transforme num
cenário que não corresponda à memória histórica.

No próximo dia 6, às 10h, no
Auditório João Batista, haverá sessão
especial na Assembleia Legislativa do Estado do Pará destinada a discutir alternativas
para a ocupação urbana e a necessária proteção do patrimônio arquitetônico,
histórico, artístico, ambiental e cultural de Belém. Na ocasião, todos terão
voz para apresentar propostas de como preservar a memória da cidade e melhorar
a qualidade de vida de seus munícipes. A iniciativa é do deputado Raimundo
Santos(PEN), Ouvidor da Alepa.

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