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A Eletronorte deu cano, hoje, na sessão especial para debater os problemas na região da hidrelétrica de Tucuruí. Pior para a estatal, que levou uma saraivada de críticas de A a Z dos presentes. Gualberto Neto (DEM) autor do pedido da sessão, levou até documentos e fotos para mostrar que os compromissos sociais, ambientais e financeiros até hoje não foram cumpridos, 25 anos depois da inauguração da usina. Os danos causados ao meio ambiente, o desequilíbrio das famílias afetadas com a realocação e mudanças de vida sem um norte, a falta de políticas públicas estruturantes que acabam por estimular o êxodo rural e o descompasso do setor produtivo, negligenciando o desenvolvimento sustentável da região do entorno do lago da UHE Tucuruí, deram o tom na Alepa.
Parsifal Pontes (PMDB), que já foi prefeito de Tucuruí, relatou sua experiência de não conseguir apoio da estatal para desenvolver projetos que beneficiassem a população. O atual prefeito do município, Sancler Ferreira (PPS), denunciou que a estação de tratamento de água local está com as obras paradas porque falta a contra-partida da empresa. Arnaldo Jordy (PPS) e Tetê Santos (PSDB) também detonaram a falta de compromisso da Eletronorte com o Pará. Bira Barbosa (PSDB) e João Salame (PPS), co-autores do pedido da sessão, propuseram requerimento, assinado pelos outros deputados, marcando para 23.11.2009 uma audiência pública, quando se espera que pelo menos um representante da Eletronorte dê as caras.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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