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Edmilson defende CPI da Alepa

“Há mais de 70 dias este Poder Legislativo está diante de sua mais grave crise de credibilidade. Desde a publicação das primeiras reportagens sobre a existência de um criminoso esquema de fraudes na Casa venho insistindo na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para que esta Assembleia possa assumir um papel de protagonismo no processo investigatório, dando assim a resposta que a sociedade paraense exige.
Infelizmente, percebo que apesar do sensível agravamento da crise, com a revelação diária de mais elementos dando conta da profundidade e da extensão dos desvios milionários de recursos públicos, ainda é grande a resistência expressa por muitas bancadas e pela própria mesa diretora a este instrumento constitucional representado pela CPI, repito, único instrumento dotado de poder e de competência para realizar uma investigação ao mesmo tempo isenta e que vá efetivamente ao fundo de todas as questões.
Exemplo desse comportamento foi a criação da comissão de sindicância, cuja ineficácia já havia sido apontada por mim desta mesma tribuna, e que teve como resultado expor ainda mais este Poder diante da opinião pública.
Lamento afirmar que tudo indica que o pacote de medidas anunciado na manhã de ontem pelo presidente Manoel Pioneiro padeça do mesmo vício de origem: estas ações, apresentadas como alternativa antagônica à CPI, não terão a capacidade de deter a sangria na credibilidade do Poder, e, ao contrário, poderão apenas prolongar a crise e aprofundá-la ainda mais na medida em que poderão passar a nítida impressão de compor uma estratégia simplesmente diversionista para se ganhar tempo enquanto a imagem de nossa instituição segue em franco, contínuo e acelerado desgaste. É o mesmo que tentar tratar uma fratura exposta apenas com analgésicos. A hemorragia simplesmente vai prosseguir, cobrando um elevadíssimo preço para todas as bancadas que possuem assento nesta Casa.
O presidente Pioneiro disse ontem que “a sociedade exige pressa na apuração”. Permita-me fazer um reparo. A sociedade paraense exige, isto sim, seriedade, transparência e uma postura que não permita que o sentimento de impunidade prevaleça. Não creio que tudo isso possa ser resumido em uma suposta pressa em ver o caso esclarecido. Neste particular, a pressa conspira contra o objetivo de ver tudo – absolutamente tudo – investigado de forma transparente, com o estabelecimento das devidas responsabilidades, doa a quem doer.
Reitero que nosso pedido de CPI não está direcionado contra qualquer partido ou ex-parlamentar ou parlamentar no exercício do mandato. Nem pretende centralizar seus esforços na análise apenas dos atos da gestão anterior, porque são fartos os indícios que dão conta da longevidade do esquema criminoso que aqui se instalou.
Por isso, faço em nome do PSOL, partido que tenho a honra de representar, mais uma vez um chamamento para que todas as bancadas possam refletir e, sem demora, decidir pelo apoio ao requerimento de instalação da CPI. Esse é o recado que temos ouvido dos mais diferentes segmentos sociais, inclusive de uma instituição de elevada credibilidade como é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Pará, que manifestou oficialmente seu apoio e seu apelo para que a CPI seja instalada o quanto antes, como forma de resgate da autoridade e da legitimidade deste Poder.
Instalada a CPI, ela atuará em conjunto e em estreita parceria com os demais órgãos que já investigam o caso. São ações complementares entre si, cuja eficácia levará à completa elucidação da trama fraudulenta, com a devida identificação de todos os envolvidos.
Isso é o mínimo que o povo do Pará espera de seus representantes. Não sejamos responsáveis por fraudar a confiança de tantos milhões de paraenses.
Palácio Cabanagem, 27 de abril de 2011.
Deputado Edmilson Rodrigues
Líder do PSOL”

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