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Há cerca de 80 hidrelétricas previstas para a Bacia do Araguaia-Tocantins. Será uma sucessão de barragens e lagos de águas paradas caso não sejam construídas eclusas. 12 delas no próprio Tocantins, sete no Araguaia e uma seqüência de dúzias de barragens nos afluentes a montante – mais próximas da nascente dos rios. Duas das usinas no rio Tocantins podem afetar diretamente populações indígenas.Uma delas é Serra Quebrada, no município de Itaguatins (TO), que vai deslocar duas aldeias da Terra Indígena Apinajé. No Araguaia, haverá impacto em índios que vivem à beira do rio, e no modo de vida da Ilha do Bananal, uma das maiores do mundo, localizada no Tocantins, na divisa com Goiás, Mato Grosso e Pará, e abriga duas TIs – Carajás e Javaés – além do Parque Nacional do Araguaia. A UHE Marabá está em estudo de viabilidade, a cargo da Eletronorte. Se forem construídas eclusas, a navegação será completa, da Serra da Mesa (GO) a Tucuruí (PA).
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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