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Esta não me contaram. Meninos, eu vi! Indo para Mosqueiro, num determinado trecho, percebi que havia um aglomerado de pessoas à beira da estrada. Parei o carro e, surpreso, vi e ouvi um cidadão gritando bastante, ameaçando queimar barracos, mandar prender os invasores, enfim, prometendo até matar e esfolar quem reagisse. Fiquei surpreso porque reconheci o revoltado, o rebarbado: trata-se de um cidadão que adora escrever cartas para publicação nos espaços que os jornais de Belém disponibilizam aos seus leitores para comentários, reclamações, sugestões, etc. Sempre ele incentiva a luta através de movimentos populares em favor da reforma agrária, pois as famílias carentes, segundo ele, precisam de um pedaço de chão para construir uma casinha para morar e plantar para sobreviver. Pois bem, o terreno invadido é dele, sem demarcação, sem cerca, sem muro, há muitos anos abandonado, um matagal enorme, improdutivo totalmente. É um exemplo de que, para muitos defensores da repartição de terras, reforma agrária só é bom no quintal dos outros.”

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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