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Discutindo a relação

Os dias de enlevo foram curtos. A relação PMDB & PT vem sendo discutida há dois anos e meio, em meio a cobranças, desculpas esfarrapadas, promessas e recaídas. Tal qual um romance, os dois vivem uma crise profunda que pode resultar num rompimento. O PMDB diz que quer manter a aliança, mas não a qualquer preço. Queixa-se de maus tratos.

As razões de tantas mágoas têm nome e sobrenome e integram o secretariado. Líder do PMDB, o deputado Parsifal Pontes usou a tribuna da Alepa, hoje, para externar a insatisfação do partido. Não é a primeira vez. Aliás, nas três ocasiões em que a governadora Ana Júlia Carepa convocou o Conselho Político, que inclui todas as lideranças, as reclamações foram as mesmíssimas.

Os secretários mais criticados são a de Saúde – sim, Parsifal disse com todas as letras que Laura Rosseti não foi indicada pelo seu partido. É da cota pessoal da governadora que, ao exonerar o secretário indicado pelo PMDB, limitou-se telefonar ao deputado federal Jader Barbalho e, adiantando que iria nomear a médica, perguntou se ele tinha algo contra. Educadamente, Jader disse que não. E o assunto foi encerrado –. Valmir Ortega, da Sema; Iracy Gallo, da Seduc, Ivanise Coelho Gasparim, da Seter, Pio X, da Ação Social, e Valdir Ganzer, da Setran, também estão no topo da quizília. Parsifal diz que eles não recebem os deputados. Não atendem seus telefonemas. Quando agendam audiência, na hora mandam algum diretor em seu lugar. Pior: não atendem suas reivindicações. O PMDB quer a cabeça deles. E manda o recado: se a governadora não exonerá-los, o povo o fará, nas próximas eleições.

O PT ofereceu a CPH – Companhia de Portos e Hidrovias, o IAP – Instituto de Artes do Pará, e a Fundação Carlos Gomes ao PMDB. Mas o PMDB avalia que é muito pouco e que esses órgãos não estão à altura de sua representatividade e de suas necessidades de atuação política.

A corda está esticada e pode atingir seu limite máximo de elasticidade tanto na próxima semana quanto no ano que vem. Se rebentar, o PMDB ameaça jogar a aliança na enchente e virar a mesa – ou passar para o outro lado dela, onde talvez esteja à sua espera um novo (ou antigo?) parceiro.

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