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Segundo denúncia do Bispo do Marajó, por meio de observação e entrevistas locais, os seguintes fatos também foram constatados:

a) Exploração sexual de meninas com idade de 12 a 17 anos e que são aliciadas nos locais de maior concentração de jovens, como as boates Mormaço, Tropical e o Bar Altas Horas, no município de Portel;

b) No bairro da Tijuca, no município de Portel, onde se localiza a maior parte da orla da Cidade, há uma faixa contínua de quartos de madeira, um ao lado do outro, com camas e instalações que são usados para exploração sexual com atividade ininterrupta durante vinte e quatro horas, favorecida pela circulação de pescadores, barqueiros, trabalhadores de balsas e comerciantes, aonde é possível identificar adolescentes do sexo feminino sendo exploradas a qualquer hora do dia, além da presença de aliciadores que se beneficiam da vulnerabilidade sócio-econômica das adolescentes;

c) Situação de extrema fragilidade, senão ausência das forças de Justiça do Estado, sobretudo Judiciário e Ministério Público nos municípios de Breves e Portel;

d) Conselhos Tutelares de Breves e Portel com dificuldades de desenvolverem suas atividades devido estarem desestruturados;

e) Em Portel, fatos denunciados anteriormente pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, em abril de 2006, sobre a existência de redes de exploração envolvendo vereadores, empresários, autoridades policiais e servidores públicos, entre outros. Também foi confirmada a atuação de grupos organizados para a exploração, abuso sexual e tráfico de entorpecentes no interior das escolas.”

(Trecho do Relatório da CPI da Pedofilia da Alepa – relator deputado Arnaldo Jordy).

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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