0
O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, vai ao Pará ouvir o depoimento da menina de 13 anos que acusa o deputado estadual Luiz Afonso Sefer (DEM) de abuso sexual durante o período em que viveu e trabalhou na casa dele, de 9 aos 12 anos. “Irei a Belém porque um dos promotores que trabalha conosco na CPI fez alguns contatos, mas as autoridades paraenses foram muito resistentes em fornecer informações sobre o caso”, disse Malta ao Estado.

Além da criança, que foi retirada da casa de Sefer por ordem do juiz da Infância e Juventude, José Maria Teixeira do Rosário, o senador também pretende ouvir o deputado. A delegada que investiga o caso será intimada por ofício da CPI a remeter para Brasília tudo que já foi apurado.

As notícias que chegam a Brasília sobre o caso do Pará, segundo o senador, são preocupantes e exigem providências. A mãe da criança, que antes morava numa localidade de Mocajuba, na região do Baixo-Tocantins paraense, teria sido assassinada pelo pai da menina. Ele também é acusado de estuprar uma cunhada, tia da criança. Malta nomeou dois procuradores, que atuam na assessoria da Comissão, para acompanhar a investigação feita em Belém.

Sefer disse em pronunciamento na segunda-feira estar sendo vítima de “linchamento” por setores da imprensa paraense. Negou também que estivesse sendo investigado por abuso sexual, mas no dia seguinte, terça-feira, o Ministério Público divulgou nota confirmando a acusação feita pela criança.

O deputado é medico e dono de uma clínica em Belém, além de recentemente ter sido contratado pelo governo paraense para administrar o hospital público de Redenção, no sudeste do Estado. Ele também integra, como suplente, uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa justamente para apurar casos de pedofilia na região do Marajó.

A presença dele na Comissão incomoda os outros membros da CPI, tanto que o relator, Arnaldo Jordy (PPS), apresentou ontem um pedido formal para que Sefer renuncie. Se isso não acontecer, o deputado ficará na estranha posição de ser ao mesmo tempo investigador e investigado”.(reportagem do jornalista paraense Carlos Mendes para O Estado de S.Paulo e agência Estado).

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Corrupção

Anterior

Chega de violência!

Próximo

Vocë pode gostar

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *