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Que o óleo de copaíba é usado como antibiótico, antiinflamatório, antisséptico e cicatrizante, todo mundo sabe. Mas nem todas as suas propriedades medicinais são comprovadas cientificamente. Um dos estudos para avaliar a eficácia da copaíba está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Cirurgia Experimental da UEPA.
Os alunos Rafael Leal, Taurino Rodrigues Neto e Victor Lopes, do curso de Medicina, orientados pelo professor Mauro Fontelles, iniciaram em abril a pesquisa Efeito do óleo de copaíba na sepse (infecção) induzida em camundongos, em quatro grupos de animais.
No primeiro, não foi utilizado qualquer medicamento para controlar a infecção. No segundo, o óleo de copaíba foi usado. No terceiro, soro fisiológico. E, no quarto grupo, cujo trabalho ainda não foi concluído, será aplicado um medicamento comum para o controle de infecções. Os camundongos que receberam o óleo sobreviveram por mais tempo e apresentaram processo infeccioso bem reduzido. Entretanto, só será possível explicar o resultado completamente depois que os tecidos dos camundongos dos quatro grupos forem analisados e os pesquisadores descobrirem qual componente da copaíba reduziu os efeitos da infecção. A dose, o tipo de copaíba, o período da coleta, a espécie, todos esses fatores afetam o efeito provocado pelo óleo.
Outra pesquisa, sobre o efeito cicatrizante da copaíba, foi realizado pela professora Nara Macedo Botelho Brito, também da UEPA. Ao avaliar a cicatrização de feridas cutâneas abertas em ratos após aplicação de óleo de copaíba, ela concluiu que as lesões tratadas com óleo de copaíba puro aumentaram de tamanho e, em torno da ferida, ocorreu a perda de pelos. A professora também orienta outra pesquisa de iniciação científica sobre o efeito da copaíba no crescimento de tumores em ratos.

Um dos estudos que comprovam a propriedade antiinflamatória do óleo de copaíba foi realizado pela USP. Os pesquisadores induziram inflamações nas patas e nos pulmões de camundongos. Em seguida, administraram microcápsulas com o bálsamo. O resultado antiinflamatório foi duas vezes mais eficaz do que o diclofenaco de sódio, usado em medicamentos como Voltaren e Cataflam. O estudo não detectou reação adversa ao óleo nos animais.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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