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O padre Edilberto Sena, de Santarém, em artigo no blog do Jeso, está detonando o fato de que Cargill e Cia. Docas do Pará patrocinam o seminário sobre arqueologia que começou hoje e vai até amanhã, promovido pela UFPA, para estudar a história dos antigos habitantes da região, dentre os quais o povo Tupaiú, cujos vestígios estão em sítios arqueológicos, grande parte já violada pelo avanço urbano.
O sacerdote diz que CDP e Cargill são “dois dos mais recentes criminosos da arqueologia santarena“, e que “só faltou a UFPA buscar patrocínio da empresa de combustível que está na área do sítio arqueológico e certamente destruiu parte dele“. Lembra que a arqueóloga Anna Roosevelt, que pesquisa o sítio arqueológico da Vera Paz, afirma que a área portuária tem no subsolo arquivo importante dos antepassados. Mais: que toda a área deveria ser preservada no que ainda existe, como um museu intacto onde está – e isso deveria ser responsabilidade das autoridades municipais e federais.
Os comentaristas do blog contrapõem com o argumento de que as duas empresas, até para reparar erros do passado, devem, sim, não só patrocinar eventos do gênero, como também investir no salvamento, datação, classificação e exposição das peças arqueológicas. E vocês, o que pensam?
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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