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A notícia de que a governadora Ana Júlia Carepa vai enviar emissários a Londres para negociar a compra das antigas barcaças que trafegavam no Canal da Mancha, a fim de colocá-las na travessia Belém-Marajó, é alarmante. Essas embarcações foram abandonadas depois da construção do Eurotúnel não por ter acabado o sistema de travessia marítima lá, que continua até hoje como alternativa, e sim porque já eram obsoletas e causavam poluição ambiental. Para que o Estado comprar barcaças ultrapassadas e operar diretamente a travessia, se existe a Arcon justamente para normatizar e fiscalizar esse transporte, feito pela iniciativa privada? Tem que fazer é a Arcon funcionar e obrigar as empresas a renovar e ampliar sua frota, investindo em tecnologia para garantir segurança e conforto aos usuários.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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