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O presidente do Sindarpa (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação do Pará), Eduardo Carvalho, resolveu contratar empresas de segurança para proteger da pirataria as cargas que trafegam nos rios paraenses. 

Conforme a  Fenavega – Federação das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário, com sede no Rio de Janeiro, os roubos de cargas no transporte aquaviário na região Norte do Brasil causam prejuízo anual de R$ 100 milhões.  

Levantamento feito pelo Sindarpa junto a associados que foram alvo dos piratas apresenta um quadro da situação vivenciada pelos transportadores. Em 87% dos ataques, os criminosos estavam em embarcações rápidas. Em 88% não foi possível perceber ou ser informado sobre a ação dos bandidos com antecedência. Em 86% dos casos, a polícia não chegou ao local da ocorrência. Em 14%, levou mais de 12 horas. 

Conforme a entidade, entre junho de 2015 e junho de 2016, operadores do transporte aquaviário no Pará, ligados ao sindicato, registraram prejuízo de R$ 2 milhões com cargas, combustíveis e equipamentos de embarcações levados pelos piratas. Clientes migraram para outros modais, empresas seguradoras aumentaram seus valores para cobertura ou desistiram de fazê-la, relata o ex-presidente do Sindarpa e vice-presidente da Fenavega, José Rebelo III. 
Nos ataques mais graves, os bandidos fazem reféns, agridem as vítimas e até mortes já foram registradas. Em setembro do ano passado, um homem de 47 anos perdeu a vida ao ser baleado em ataque pirata no arquipélago do Marajó. 
Eles são muito violentos, e há duas modalidades: a de assalto a embarcações de passageiros e barcos de pesca e a de assaltos a balsa. Às vezes até crianças são recrutadas pelos piratas e vão, em pequenas “rabetas”, verificar se há segurança a bordo para a  carga que está sendo transportada. Levam as informações para os criminosos, que depois atacam. 

Observem no vídeo um flagrante de ataque pirata a balsa.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Praia do Céu, em Soure, Marajó

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