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Acreditem. Minutos antes de começar o Recital Cidadão, ontem, eis que me aparece um indivíduo, em nome do Ecad, dizendo que tinha ido cobrar a taxa devida pelo espetáculo. Esclareci que o repertório era todo de domínio público – confiram aí em cima no programa -, exceto a Lenda do Boto, do Maestro Isoca, cujos direitos autorais foram cedidos pela família e um de seus filhos a executou ao piano; que o espetáculo era beneficente e com entrada gratuita, que pianista, cantora e maestro não estavam ganhando cachê, e sim contribuindo para ajudar duas instituições. Ele insistiu na cobrança, então, falei que não iria discutir o assunto ali e me dirigi à entrada da Igreja, para receber o público. Pois não é que ele me seguiu falando em tom de ameaça que iria tomar providências, e depois foi, sorrateiramente, ao camarim, deixar um documento de cobrança?! Além de tentativa de extorsão, agora o Ecad, pelo visto, pratica assédio moral. Era só o que faltava!

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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