A 27ª Unidade de Conservação do Estado do Pará abrange os municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste paraense. O Decreto nº 1.944/2021 foi assinado pelo governador Helder Barbalho na quinta-feira, 21, e publicado ontem (22) no Diário Oficial…

O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

Adeus a Celeste Proença

Celeste de Brito Magno Camarão Proença, professora de Língua Portuguesa e Técnica de Redação de várias gerações de paraenses, compositora, poeta, contista, jornalista e folclorista, nome que se confunde com a cultura parauara, se foi, ontem, aos 95 anos. Legou mais de seis décadas dedicadas à pesquisa, ao estudo, ensino e amor pelas letras. Começou escrevendo histórias e peças infantis para os alunos dos colégios Nazaré e Gentil Bittencourt. Compôs canções em parceria com o marido Edyr Proença (“Amor Perfeito”) e o maestro Waldemar Henrique (“Pororoca”), foi intérprete de música popular nos anos 40, principalmente dos compositores paraenses Gentil
Puget e Waldemar Henrique, que tematizavam a Amazônia e suas lendas.

Irmã de Adalcinda Camarão, a “poetisa da Amazônia”, Celeste se juntou ao seu futuro marido no final dos anos 30, no
grupo musical “Bando da Estrela” (
na época era famoso o “Bando da Lua”, que acompanhava Carmem Miranda). Alcunhada de “voz morena” e “professorinha do broadcasting paraense”, ela se apresentava em programa de auditório da PRC-5, a Rádio Clube do
Pará, 
pioneira na Amazônia brasileira. 

Com o marido Edyr Proença – locutor esportivo, comercial, animador de programas, jornalista,
escritor, músico, teatrólogo, político e relações públicas – Celeste formou um par que
 se destacou na mídia impressa e radiofônica, na literatura e música popular.  

Por sua contribuição à cultura do Estado do Pará, Celeste Proença recebeu a comenda “Francisco Caldeira Castelo Branco”, os títulos “A Cara de Belém” e “Mulher que Brilha 2000”, a comenda literária “Stella Brasiliense”, menção especial da Federação do Comércio do Estado do Pará e Centro de Comércio do Pará e a menção especial no V Concurso Nacional de Trovas de Belém.
Seus escritos lhe renderam o primeiro lugar no II Concurso Paraense de Trovas, o segundo lugar no Concurso Nacional de Poesias Raimundo Corrêa e a menção honrosa no Concurso de Monografia e Poesia que comemorou os 300 anos do Ver-O-Peso.
Celeste era membro da Academia Castro Alves de Letras (BA), da Casa do Poeta (RJ), União Brasileira de Escritores (SP), União Brasileira de Trovadores, Associação Paraense de Escritores e da Academia Brasileira de Pesquisas Literárias, Centro Cultural, Literário e Artístico da “Gazeta de Felgueiras, em Portugal.

Que Deus a receba na luz eterna e conforte seus filhos Edyr Augusto, Edgar Augusto, Janjo, Celina Cláudia e Ana Carolina!

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