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49 anos de mineração no Pará


Quarenta e nove anos depois daquele 14 de março de 1967, quando a pesquisa mineral na região de Carajás foi iniciada, a  a data, instituída Dia da Mineração através de lei de iniciativa do deputado Raimundo Santos(PEN), presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento da Mineração Sustentável no Pará, foi marcada hoje por sessão solene da Assembleia Legislativa, que também integra a programação alusiva à Semana Estadual da Mineração. Muita coisa mudou desde que, na manhã de 31 de julho de 1967, o geólogo Breno Augusto dos Santos, pesquisador do “BEP-Brazilian Exploration Program” na Amazônia, descobriu as maiores reservas de minério de ferro de alto teor na Terra. 

Autor dos projetos que inseriram no calendário estadual a celebração da efeméride, em seu pronunciamento na tribuna o deputado Raimundo Santos evidenciou que o Pará é o Estado que mais ajuda o País no saldo da balança comercial, em razão das atividades mineradoras, e que os parauaras precisam saber como está sendo conduzida a exploração mineral, o que a população está ganhando e perdendo. “A renda per capita domiciliar do Pará é uma das três menores do País, R$672. É muito pouco para tanta riqueza retirada do solo paraense, temos que impedir que continue a sair o minério bruto para gerar bem-estar só nos países já ricos. A grande luta é pela verticalização da produção, para gerar empregos aqui mesmo. O governador Simão Jatene, há poucos dias, assinou um protocolo com a Cevital e a Vale pelo qual está sendo transferida tecnologia e todas as condições a fim de implantar a siderúrgica de Marabá, que por sua vez permitirá a implantação do polo metal mecânico, gerará emprego e renda e bem estar ao povo do Pará. Parabéns ao governador Simão Jatene, à Vale, à Cevital e ao Simineral, pelo protocolo. Mas essa verticalização não poderá prosperar se não for viabilizado o escoamento via hidroviário de Marabá até o porto de Vila de Conde, para o que é vital o derrocamento do pedral do Lourenço no leito do rio Tocantins, que impede a navegação no período de seca. O Pará está no centro do desenvolvimento do Brasil para a próxima década. está previsto que em 2020 o Brasil vai desbancar os EUA no agronegócio. A hora é de fazer a União compensar o Pará em todas as suas perdas, que são enormes”, pontuou. 

Ao enfatizar o momento difícil atravessado pelo Brasil, o presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda(DEM), observou que o Poder Legislativo não se omitiu, puxou para si as responsabilidades e, ao invés de ficar aprofundando divergências, agiu rápido. “A Alepa se antecipou aos fatos, aprovando leis importantíssimas com votos de todos, inclusive da oposição, a fim de que o Governo do Estado dispusesse de instrumentos de gestão destinados a enfrentar a crise, em atitude suprapartidária, compromissada com o povo do Pará. No Parlamento temos diferenças abissais, podemos discordar, mas quando é para o bem do Estado sublimamos tudo e aprovamos com a maior tranquilidade o que for benéfico ao Pará”, acentuou. 

José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral e gerente de Relações Institucionais da Vale no Pará, reconheceu que a Alepa tem contribuído para uma sociedade mais justa e melhor e disse que o presidente Márcio Miranda funciona como interlocutor incansável na busca por avanços no setor. “Mineração exige muito planejamento, e a nossa postura é cada vez mais de interação com a sociedade, envolvendo atores, de modo a aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social.” 

O presidente do Simineral  anunciou o Anuário da Mineração, que apresenta todos os indicadores da atividade minerária, e será lançado nesta quinta-feira (17) à noite, no espaço cultural São José Liberto. O tema da publicação é ‘Conhecimento e Mineração – forças que transformam o mundo’. Entre outras informações, o Anuário mostra o desempenho do setor mineral na balança comercial, saldo das exportações, geração de empregos, projetos de responsabilidade social e ações de sustentabilidade, além dos futuros empreendimentos na região e traz, ainda, entrevistas com profissionais renomados nessa área e com representantes do setor público e privado. A exemplo das edições anteriores, a publicação principal tem versão digital. 

Durante a cerimônia de lançamento, serão outorgadas as premiações “Comenda de Mérito Minerador Honorário” e “Título Honorífico Minerador Destaque” às personalidades que mais apoiaram o setor mineral ao longo do ano de 2015. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, é o grande homenageado.  José Fernando afirma que o anuário é muito mais do que um veículo de informação do setor. “Ele é uma ferramenta de consulta e uma vitrine do que há de melhor no setor mineral paraense. Além disso, agrega visão de futuro, tendências em inovação, tecnologia e sustentabilidade, valorizando as pessoas que atuam na indústria e colaboram para o seu desenvolvimento”.

Fabrizio Guaglianone, diretor superintendente do Sebrae, contou que como resultado de dois projetos em parceria com a Vale e outro com a Mineração Rio do Norte estão sendo gerados mil empregos em micros e pequenas empresas, com aumento de produtividade, ampliação do faturamento e melhoria na gestão, considerados fatores de suma importância para o desenvolvimento do Estado e que fazem a diferença, notadamente no cenário de crise. 


Participaram também da sessão, entre outras personalidades, José Maria Mendonça, vice-presidente da Fiepa e presidente do Centro de Indústrias do Pará, o geólogo Alberto Rogério, representando o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM, José Fernando Coura; Márcio Medeiros, presidente da Comissão de Mineração da OAB-PA, Ana Celeste Franco, vice-presidente do Simineral e diretora de relações governamentais da Alcoa e Anderson Baranov, diretor de relações institucionais da Hydro, além dos deputados Lélio Costa e Silva, líder do PCdoB, Iran Lima, líder do PMDB, e João Chamon Neto, vice-presidente da Frente Parlamentar da Mineração, que tem como relator o deputado Dirceu Ten Caten(PT). As fotos são de Ozéas Santos.

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