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Há exatamente 35 anos, passando um pouquinho da meia-noite de 25 de abril de 1974, a Revolução dos Cravos encerrou 48 anos de ditadura fascista e 13 anos de guerra em Angola, Moçambique e Guiné, então colônias portuguesas na África. O primeiro sinal da liberdade chegou com a transmissão, pela rádio católica de Lisboa, de “Grândola Vila Morena”, música proibida pelo regime de Salazar e que virou hino revolucionário. Mário Soares, na época dissidente exilado em Paris, foi recebido por milhares de pessoas na estação ferroviária. Cravos vermelhos, enfiados pela população nas espingardas dos soldados e jogados de helicóptero sobre a cidade, deram nome e face ao novo regime.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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