0
 

Médico radiologista e executivo da saúde, Sipriano Ferraz atua há mais de uma década na gestão de serviços públicos e privados na Amazônia e é tido como um dos nomes mais fortes na disputa por uma vaga de deputado estadual na bancada do MDB na Alepa. Paraense, ele tem MBA em Gestão em Saúde pelo Insper e pós-MBA executivo pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Preside o Chapter Pará do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde e, nos últimos cinco anos, ocupou os cargos de Secretário Adjunto de Saúde do Estado do Pará e presidente da Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Vianna.


As propostas de Sipriano Ferraz são focadas na saúde pública e uma delas tem recebido enorme aceitação, tanto que o vídeo em que a ideia foi exposta por ele nas redes sociais já teve mais de um milhão de visualizações: fisioterapia 24h nas UTIs.


O futuro projeto de lei já tem minuta pronta: institui cobertura fisioterapêutica presencial, ininterrupta e exclusiva durante as 24 horas do dia em UTIs. Em entrevista exclusiva ao portal Uruá-Tapera, Sipriano explica que a Resolução nº 7/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabeleceu um piso nacional de funcionamento para as UTIs. Para a fisioterapia, prevê, no mínimo, um fisioterapeuta para cada dez leitos ou fração, nos turnos matutino, vespertino e noturno, totalizando 18 horas diárias de atuação. Esse parâmetro representou avanço regulatório, mas não garante continuidade assistencial durante as 24 horas do dia.


“Uma UTI funciona de forma contínua; a necessidade ventilatória, motora e funcional do paciente crítico não se encerra nas seis horas sem cobertura fisioterapêutica. A legislação estadual pode elevar o padrão mínimo de proteção sanitária, exigindo cobertura presencial ininterrupta, sem reduzir as competências federais”, comenta o candidato, que defende a cobertura presencial de fisioterapia por 24 horas, todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, com dimensionamento mínimo de um fisioterapeuta para cada dez leitos ou fração, por turno e por UTI, abrangendo as UTIs adulto, pediátrica e neonatal, em hospitais públicos, privados e filantrópicos.


A ideia é haver um profissional disponível exclusivamente para a assistência na UTI durante o período de escala, com prazo de adequação escalonado, fiscalização sanitária e sanções proporcionais, registro de indicadores assistenciais antes e após a implantação, para avaliação de efetividade e impacto econômico. O resultado esperado, diz Sipriano Ferraz, é reduzir lacunas de assistência no período noturno, qualificar o manejo da ventilação mecânica invasiva e não invasiva, acelerar avaliações de desmame e extubação quando clinicamente indicadas, responder prontamente a intercorrências respiratórias e motoras, ampliar a mobilização segura e melhorar a eficiência do uso do leito intensivo.


“A proposta deve ser defendida como medida de segurança e continuidade assistencial, com monitoramento de resultados, e não como promessa de benefício absoluto em todos os cenários. A medida fortalece o direito à saúde, a segurança do paciente e a qualidade da terapia intensiva no Estado. O objetivo final é garantir que o paciente crítico receba assistência especializada no momento em que necessita, e não apenas no horário em que a escala permite”, acentua o Dr. Sipriano, detalhando que a ampliação exige contratação e organização de escalas, mas o custo deve ser analisado frente ao gasto evitável de dias adicionais de ventilação mecânica, prolongamento de internação, complicações respiratórias, perda funcional e uso ineficiente de leitos de alta complexidade.


Ele também esclarece que a ampliação da cobertura não se limita à defesa de uma categoria profissional. Trata-se de medida de segurança do paciente, continuidade assistencial, eficiência operacional e melhor utilização de leitos de alta complexidade. A disponibilidade do fisioterapeuta durante todo o dia permite resposta mais rápida, execução oportuna de protocolos e melhor integração entre os turnos da equipe multiprofissional.


Estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas, Rio Grande do Norte e Bahia já editaram leis que asseguram fisioterapia 24 horas em UTIs.


“O problema central é a criação de uma lacuna assistencial. Uma intercorrência respiratória pode ocorrer às 10h, às 18h ou às 3h da manhã. O paciente crítico não escolhe horário para apresentar deterioração clínica. O cuidado multiprofissional também precisa acompanhar as necessidades do paciente durante as 24 horas”, salienta o candidato, questionando: “se outros estados brasileiros já avançaram, por que o Pará não pode avançar também? Não se trata de privilégio profissional. Trata-se de defender continuidade assistencial, segurança do paciente, fortalecimento da equipe multiprofissional e qualidade da saúde oferecida à população paraense”.

Miro Sanova desponta como favorito na bancada do PT na Alepa

Previous article

Enfim, está chegando a hora de a onça beber água

Next article

You may also like

More in Notícias

Comments