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O Remo empatou em 2 a 2 com o Atlético-MG, neste sábado (8), no Mangueirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Em uma partida movimentada, o Leão saiu na frente logo aos dois minutos, sofreu a virada ainda no primeiro tempo e buscou novamente a igualdade na etapa final. O ponto conquistado diante de um adversário tradicional foi bom, mas está longe de resolver a situação do Remo. 

Jajá abriu o placar no início da partida e fez o torcedor azulino acreditar em uma noite diferente. O problema é que a vantagem durou pouco. O Atlético-MG encontrou espaços, reagiu e virou o jogo em apenas quatro minutos, com Reinier e Bernard. O Remo voltou para o intervalo novamente diante de uma situação que já se tornou recorrente nesta campanha: precisar correr do prejuízo depois de deixar escapar o controle da partida. Mais agressivo, o Remo pressionou e chegou ao empate aos 28 minutos, com Gabriel Taliari.

O placar final de 2 a 2 impediu uma derrota que complicaria ainda mais a situação na tabela. Com 22 pontos em 22 jogos, o Remo permanece na zona de rebaixamento e tem apenas 33% de aproveitamento. A campanha é de cinco vitórias, sete empates e dez derrotas. Os números ajudam a explicar a dimensão do problema: em quase dois terços do campeonato disputados, o Leão ainda não conseguiu construir uma gordura mínima para respirar fora do Z-4. E cada empate, por mais valorizado que seja diante de um adversário como o Atlético-MG, começa a ter um peso diferente na matemática da permanência.

O momento exige mais do que boas atuações pontuais e reações durante os jogos. O Remo precisa vencer. Depois de 22 rodadas, já não há muito espaço para a ideia de que o time está “em construção”. A Série A não espera, e o calendário também não. A cada rodada, a margem para recuperar os pontos perdidos diminui. O treinador Léo Condé segue contestado – e, aparentemente, não consegue mais extrair muito do seu elenco, que, mesmo numeroso, tem algumas lacunas claras. 

O empate no Mangueirão pode ser visto como um ponto conquistado ou como dois pontos desperdiçados, dependendo do olhar. Para um Remo que precisa desesperadamente somar, o empate diante do Atlético-MG não é ruim. Mas, para um time que pretende permanecer na Série A, já não basta mostrar disposição para lutar até o fim. Faltam vitórias. Faltam pontos. E, principalmente, falta tempo. 

Restam 16 rodadas, 48 pontos em disputa e uma pergunta: o Remo vai realmente reagir enquanto ainda há tempo ou continuará sobrevivendo de empates até que a matemática transforme a luta contra o rebaixamento em uma sentença?

Foto em destaque: Remo x Atlético-MG, no sábado 08.08.2026, no Mangueirão (Rodolfo Marques)



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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