Publicado em: 17 de agosto de 2026
A menos de um mês da primeira viagem, estudantes e professoras da Escola Estadual Padre José Nicolino de Souza, em Oriximiná, ainda não têm garantia de como vão chegar às três feiras científicas para as quais se classificaram. O ofício enviado pela escola à Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA), pedindo apoio para custear as viagens, até agora não foi respondido.
O calendário, no entanto, não espera. A delegação disputa a etapa presencial de finalistas da XI FEBIC — Feira Brasileira de Iniciação Científica, em Joinville (SC), de 14 a 18 de setembro, com três projetos classificados. Em outubro, segue para o MUESCINTEC, em Assunção, no Paraguai, de 6 a 8, e para a Expociencias Nacional, em Santiago, no Chile, de 27 a 31.
O orçamento da ida a Joinville prevê 8 alunos e 2 professoras, com viagem de 13 a 19 de setembro. Só passagens aéreas de Santarém a Joinville e hospedagem somam R$ 32.770: R$ 25.570 em passagens (média de R$ 2.557 por pessoa) e R$ 7.200 em hospedagem (quatro quartos triplos por seis noites, a R$ 300 a diária). A conta não inclui alimentação, transporte interno nem inscrições.
A etapa internacional está orçada em R$ 64 mil para uma delegação de sete pessoas. E há um prazo batendo à porta: a inscrição da Expociencias Nacional Chile custa US$ 550 por participante — estudante ou professora orientadora —, cerca de R$ 2,9 mil pelo câmbio desta segunda-feira (17), a R$ 5,22. Somadas a taxa de 10% de comissões e mais US$ 6, cada inscrição sai por aproximadamente R$ 3,2 mil. Para os sete integrantes previstos, só essa despesa passa de US$ 4,2 mil, o equivalente a cerca de R$ 22 mil. O pagamento precisa ser feito até 31 de agosto de 2026 e não é reembolsável.
Na Expo MILSET Brasil, em Fortaleza, das quatro equipes classificadas, duas viajaram incompletas: um estudante de Ciências Agrárias e uma integrante de Ciências Humanas ficaram em casa por falta de recursos, mesmo tendo conquistado a vaga. Quem foi, foi com dinheiro próprio e das famílias.
Os projetos que agora cruzam fronteiras são o Papel Inteligente Biodegradável — feito de folhas de bananeira e resíduos de açaí, que muda de cor conforme o pH da água e oferece um teste barato para famílias ribeirinhas, quilombolas e indígenas — e o Modelo Comparativo Intercultural, que aproxima as culturas Waiwai e quilombola de Oriximiná e defende uma educação antirracista a partir dos saberes locais. Ambos são orientados pela professora Andreza Maria Santos de Oliveira, com coorientação da professora Silvana Maria Cabral Guerreiro.
O apelo é direto às empresas, sobretudo às que atuam na região. Patrocinar projetos de educação e iniciação científica não é gasto, e sim um excelente investimento no capital humano do Pará.
A escola mantém aberta a campanha Missão Amazônia 2026. Qualquer pessoa ou empresa pode contribuir com qualquer valor pela chave Pix eandrezamaria25@gmail.com, em nome de Andreza Maria Carmo dos Santos, também disponível no PicPay. Empresas interessadas em patrocinar equipes, trechos de passagem, hospedagem ou inscrições podem tratar diretamente pelo mesmo e-mail ou pelos telefones 93 97400-2237 (ligação) e 93 992105697 (WhatsApp).
Ouça aqui a conversa completa com a professora Andreza Maria na Hora Mágica da Rádio Poeira, podcast do portal Uruá-Tapera.












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