Publicado em: 30 de agosto de 2026
Comitiva científica ampliará intercâmbios e projetos conjuntos em áreas estratégicas
O reitor da Universidade Federal do Pará, professor doutor Gilmar Pereira da Silva, lidera uma missão institucional ao continente africano acompanhado por pesquisadores e docentes em uma agenda de aproximação com instituições de ensino superior de Camarões e Moçambique. A viagem começa nas cidades camaronesas de Yaoundé, Douala e Buea, e prossegue em Beira e Maputo, no Moçambique, até o dia 10 de setembro.
A intenção é ampliar parcerias em educação, ciência, tecnologia e inovação, além de criar novas oportunidades de intercâmbio para estudantes, professores e pesquisadores. O reitor também quer aproximar experiências acadêmicas da Amazônia e da África em áreas que enfrentam desafios semelhantes, como mudanças climáticas, preservação ambiental, saúde, agricultura e desenvolvimento sustentável.
Em Camarões, a agenda é articulada com a Embaixada do país no Brasil e com os Ministérios das Relações Exteriores e do Ensino Superior. Estão previstas assinatura de acordos de cooperação e elaboração de plano de trabalho conjunto para três anos. Entre os temas prioritários figuram agricultura tropical, saúde, meio ambiente e tecnologias digitais.
O estreitamento das relações entre a Amazônia e os biomas tropicais de Camarões cria possibilidades de colaboração em questões como segurança alimentar, adaptação às mudanças climáticas, conservação das florestas e saúde pública.
Já em Moçambique serão formalizados termos de cooperação com a Universidade São Tomás, Universidade Pedagógica de Maputo, Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Católica. A UFPA já firmou dezenas de acordos de cooperação com universidades africanas e mantém programas de graduação e pós-graduação que recebem estudantes do continente.
Um dos destaques da agenda em Maputo será a inauguração do Biolume, projeto de energia sustentável desenvolvido por estudantes da UFPA, pela Universidade Católica de Moçambique. A iniciativa utiliza energia solar para iluminação e foi desenvolvida com foco em comunidades com acesso limitado à eletricidade e à iluminação pública, unindo inovação tecnológica, formação universitária e impacto social.
“A universidade precisa construir pontes. Queremos aproximar a Amazônia da África para que nossos estudantes e pesquisadores possam aprender uns com os outros e desenvolver soluções para problemas que atravessam nossos territórios. Ciência, educação e inovação podem criar relações mais fortes e duradouras entre os nossos países”, comenta Gilmar Pereira, primeiro reitor negro da UFPA em cerca de 70 anos, cuja gestão é marcada por políticas de inclusão e ações afirmativas.










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