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Foi aprovado pela Finep, na Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT Infraestrutura para a Amazônia Legal 2025 -Pró-Amazônia, o projeto “Biotecnologia no Interior da Amazônia: Genômica, Biomoléculas e Ciência de Dados na Preservação”, com recursos em torno de R$ 10 milhões. O projeto tem o Museu Paraense Emilio Goeldi como coexecutor e será administrado e coordenado pela Propesp, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Pará, e gestão financeira da Fadesp.


O investimento permitirá criar e fortalecer infraestruturas de pesquisa e adquirir equipamentos para estudos em Genômica, Biodiversidade e Biotecnologia, articulando os campi de Cametá, Abaetetuba, Bragança, Soure e Breves.


Coordenado pelo professor Lincoln Carneiro e desenvolvido também pelos professores Ricardo Fuentes (ambos do campus Cametá), Yvens Cordeiro (campus Abaetetuba), Youszef Bitar (campus Soure), Tiago Freitas (campus Breves), Péricles Sena e Juliana Araripe (campus Bragança), o projeto amplia a capacidade de produção de conhecimento e inovação em toda a região, valorizando a ciência feita a partir dos territórios amazônicos, fortalecendo laboratórios, equipamentos, formação científica e redes de colaboração.


Além da aquisição de equipamentos e insumos, estão previstas bolsas e ações para atração de pesquisadores em áreas estratégicas, com participação na formação de estudantes de graduação e pós-graduação e nas atividades dos grupos de pesquisa envolvidos.


Uma das estruturas previstas é um centro de computação de alto desempenho, que permitirá o processamento e a análise de grandes volumes de dados científicos no interior. A infraestrutura deverá atender, entre outras, a pesquisas nas áreas de genômica e bioinformática.


A proposta é que os campi atuem de forma integrada, mas considerando as linhas de pesquisa, estruturas e características dos territórios onde estão inseridos.


Para o professor Lincoln Carneiro, a implantação da infraestrutura cria novas possibilidades para a pesquisa multicampi. “A ideia é estruturar uma rede de colaboração no interior, com uma infraestrutura de pesquisa sólida e distribuída, respeitando a identidade de cada campus. Queremos também que ela seja uma plataforma para atrair novas colaborações e apoiar pesquisas de outros grupos”, explica.


Durante encontro com os professores envovidos no projeto, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira, destacou a importância de assegurar condições para o desenvolvimento da pesquisa. “A UFPA precisa ser compreendida na sua totalidade. Temos pesquisadores qualificados nos campi e precisamos garantir condições para que possam concorrer, desenvolver seus projetos e fazer a pesquisa avançar. Quando fortalecemos os campi, fortalecemos a Universidade como um todo”.


Outro aspecto é a possibilidade de intensificar as redes de colaboração científica. Os recursos previstos no projeto favorecerão intercâmbios, pesquisadores visitantes e parcerias com grupos de outras instituições brasileiras e estrangeiras.


A expectativa é de que os equipamentos e demais estruturas permaneçam disponíveis para atividades de pesquisa e formação acadêmica nos campi envolvidos, dando suporte a diferentes grupos e projetos e contribuindo para a consolidação de uma rede multicampi de pesquisa em áreas estratégicas para a Amazônia.

Acervos de Sérgio Ferraz, Paulo Bonavides e Ricardo Lira na Biblioteca do STJ

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