Publicado em: 5 de setembro de 2026
O prefeito Igor Normando entregou hoje, 5, o trecho do Parque 25 entre as travessas Lomas Valentinas e Vileta, que passou por requalificação urbanística. A obra incluiu ciclovia, calçadas, pavimentação e reestruturação do sistema de drenagem, além de novos espaços de lazer e convivência: pista de cooper, playground, brinquedos naturalizados, academia ao ar livre, espaços para calistenia e basquete, pet park, quadras de vôlei de areia, pergolados, quiosques, paraciclos e banheiros públicos. O projeto também contempla paisagismo e acessibilidade, com rampas e piso tátil, iluminação em LED, câmeras de monitoramento e a presença da guarda municipal.
A obra tem sete trechos, entre a Av. Dr. Freitas e a Trav. Antônio Baena. Ao longo de 3,5 quilômetros de extensão, serão implantados 170 vagas de estacionamento, 22 quiosques, três sanitários, dois fraldários, oito áreas de convivência, dois playgrounds, duas áreas pet, duas academias ao ar livre, duas quadras de areia, uma quadra de basquete e uma banca de jornal. A previsão é de que tudo esteja pronto até novembro deste ano.
“Esta avenida é histórica na cidade. É um dos poucos corredores verdes que temos e, a partir daqui, vamos fazer com que esse parque seja cada vez mais utilizado pelas pessoas. Mantivemos a estrutura que existia, mas qualificamos totalmente o espaço. O Parque 25 é a realização de um sonho antigo da comunidade. Eu morei por mais de 20 anos aqui no bairro e, para mim, é motivo de muita satisfação ver a população podendo usar esse espaço e trazer a família e as crianças. Ficou um parque digno da nossa cidade”, afirmou o prefeito.
Faço um apelo a Igor Normando, acreditando na sua honestidade de propósitos: não continue a cimentar áreas verdes. A Rua 25 de Setembro – por décadas abandonada – é a mais bonita de Belém, justamente porque tem esse canteiro central largo e cheio de árvores frondosas, propício para acolher moradores e visitantes e amenizar as cada vez mais altas temperaturas. Não existe justificativa para fazer estacionamento onde deveria haver jardim, na contramão do planeta. As cidades mais avançadas do mundo estão arrancando o asfalto, o cimento e o concreto para resgatar o chão de terra e plantar árvores, como em Barcelona. E Belém, em plena Amazônia, cobrir a terra para estacionar veículos é de clamar aos céus.
É preciso acabar com essa febre de pensar em carro e não no ser humano. Urge cuidar das pessoas, da qualidade de vida, possibilitar o caminhar sem pressa, sentar para ler um livro na sombra ou conversar com amigos, famílias reunidas. Há que investir em transporte público seguro e confortável, isto sim, a fim de proporcionar o deslocamento da população. Estacionamentos podem e devem ser feitos no subsolo, e não tirando o espaço de gente.
Da mesma forma, é inconcebível construir essas casinholas horrendas em praças e parques públicos. Quiosques só se justificam nesses espaços em Belém se forem para venda de artesanato, livros, tacacá, açaí, sorvetes, biscoitos e outras guloseimas tipicamente regionais, para fortalecer o turismo e a nossa identidade cultural. Restaurantes, lanchonetes e afins podem se estabelecer ao longo do parque, funciona assim em qualquer lugar do mundo. Ainda dá tempo de corrigir o rumo.




Fotos: Paula Lourinho










Comments