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Pintar o caule de árvores em passeios públicos com cal — a popular caiação — é considerado crime ambiental. A Lei Federal de Crimes Ambientais (Lei n° 9.605/1998) penaliza a destruição e o dano à arborização urbana. Mas é o que a Prefeitura Municipal de Salinópolis (PA) fez no canteiro central da entrada da cidade, na orla do Maçarico e em outros pontos. Além de prejudicar as plantas, empobrece o paisagismo.


A ação corrosiva da cal facilita a penetração de pragas e debilita as defesas naturais das palmeiras, causando o ressecamento precoce da casca.


No urbanismo e paisagismo, o objetivo da arborização é trazer naturalidade e bem-estar ao ambiente construído. Profissionais da área apontam que troncos pintados de branco fazem poluição visual, criando um aspecto artificial e monótono. Botânicos alertam que espécies com cascas ornamentais perdem sua identidade, e que isso representa intervenção destituída de respaldo técnico.


A caiação, usada na agricultura para proteger pomares de queimaduras solares e pragas específicas em ambientes controlados, não se justifica em área urbana. O que as plantas ornamentais precisam é de cuidados reais, controle de podas, adubação e irrigação adequada.

Alberto Caeiro, a poesia da simplicidade

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